Demanda global por voos ainda será problema até final de 2022, diz Iata

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

04/10/2021

A demanda global por transporte de passageiro (medido em receita por passageiro por quilômetro, ou RPK) deve fechar 2021 representando 40% do nível de 2019. Já a oferta deverá crescer mais rápido e atingir 50% do verificado na pré-pandemia. A ocupação, entretanto, deverá ficar em apenas 67,1%, um nível nunca visto desde 1994. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

Em 2022, a recuperação ainda será um desafio ao setor. A estimativa é que a demanda represente 61% do pré-pandemia, enquanto a oferta será de 67%. A ocupação deverá ir para 75.1% — distante do recorde de 82,6% de 2019.

O desafio maior do setor continua sendo a retomada internacional, que deve representar 22% do registrado em 2019 no final deste ano e 44% no final de 2022.

“O que tem impedido a retomada do mercado internacional são as barreiras impostas pelos governos, não a covid-19”, disse Willie Walsh, diretor geral da Iata.

No mercado doméstico a perspectiva é de que a demanda represente 73% do registrado no período pré-crise até o final deste ano e 93% no final de 2022.

Para a América Latina, a estimativa é de uma queda na demanda de 51,8% em 2021 e de 29,3% em 2022. Já a capacidade deverá apresentar queda de 46,9% em 2021 e 27,9% em 2022. O prejuízo das empresas da região em 2021 deve atingir US$ 5,6 bilhões e cair para um prejuízo de US$ 3,7 bilhões em 2022.

Do lado da carga o cenário é bastante favorável e a capacidade (medida em toneladas de carga por quilômetro) deverá superar os níveis de 2019 em 8% neste ano. Em 2021, o crescimento deverá de ser de 13% contra o pré-crise.

Diante das projeções ainda desafiadores para o setor de passageiros, a Iata piorou suas perspectivas de prejuízo.

Para 2022, o prejuízo das aéreas deverá atingir US$ 11,6 bilhões, contra uma perda de US$ 51,8 bilhões em 2021 (a estimativa anterior para o fechamento do ano era de perdas de US$ 47,7 bilhões, projetadas em abril).

A perda líquida em 2020 também foi revisada para US$ 137,7 bilhões, contra US$ 126,4 bilhões. Considerando as mudanças, as perdas totais do setor com a pandemia devem atingir US$ 201 bilhões até o final de 2022.

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