Davi Alcolumbre e Alessandro Vieira discutem após cobrança por sabatina de André Mendonça

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22/09/2021

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reagiu com irritação a uma nova cobrança do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pelo agendamento da sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dois discutiram ao fim da sessão da CCJ desta quarta-feira, quando Vieira pediu que Alcolumbre desse “um motivo republicano” para a demora na apreciação do processo.

“Depois que vossa excelência se lançou como candidato a presidente da República começou com essas frases de efeito. Fique tranquilo, porque a minha paciência é ilimitada. Vossa excelência está, há alguns meses, ofendendo este senador, seja na Presidência do Senado ou como senador da República. Eu peço para vossa excelência respeito a um colega Senador. Nunca lhe desrespeitei. Vossa excelência repete, em todas as reuniões, falas de efeito para os veículos de comunicação depois que lançou a sua pré-campanha a presidente da República. Fique tranquilo porque eu vou presidir esta comissão com seriedade”, reagiu Alcolumbre.

Além de Alessandro Vieira, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), também cobrou o presidente da CCJ por uma data.

Na terça-feira, Alcolumbre também foi questionado sobre o assunto e disse que agora irá esperar um posicionamento do STF. “A questão está sob judice, está com o STF. Eu não sei se outras autoridades respeitam as instituições, mas eu vou aguardar a decisão da Suprema Corte porque agora tem um mandado de segurança. Não está mais sob jurisdição do presidente da CCJ. É um processo jurídico agora”, respondeu.

Alcolumbre fez referência à decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que pediu informações à comissão sobre a sabatina, depois de os senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru (Podemos-GO) apresentarem um pedido para obrigar Alcolumbre a marcar a data para a análise do nome de Mendonça na CCJ, uma das etapas obrigatórias no processo para chegar ao Supremo.

O ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública foi indicado para a vaga no STF em 12 de julho, após a aposentadoria de Marco Aurélio Mello. Mais de dois meses depois, porém, Alcolumbre ainda não pautou a análise do caso.

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