Crescimento do crédito amplo é condizente com os atuais fundamentos econômicos, diz comitê do BC

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

08/09/2021

O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central (BC) afirmou nesta quarta-feira que “o crescimento do crédito amplo é condizente com os atuais fundamentos econômicos e é verificado em diversos segmentos”.

“Para pessoas físicas, modalidades estimuladas pelas taxas de juros historicamente baixas e associadas à retomada econômica estão entre as que apresentam maior crescimento”, disse, na ata referente à reunião da semana passada. “O crédito às micro e pequenas empresas continua sendo estimulado por programas governamentais, notadamente o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), e pela flexibilização do distanciamento social. As empresas de maior porte, por sua vez, se beneficiam do aquecimento do mercado de capitais.”

Já as provisões para potenciais perdas de crédito “estão adequadas”, já que as instituições financeiras mantiveram essas provisões “em patamar elevado, acima das perdas esperadas”.

“As repactuações [de empréstimos] ocorridas durante a pandemia continuam apresentando desempenho melhor do que o inicialmente previsto”, disse. Já os ativos problemáticos em linhas gerais “seguem tendência de queda, embora para algumas carteiras, como o crédito imobiliário com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o financiamento de veículos, permaneçam em patamares elevados”.

Na ata, o Comef também destacou que os níveis de capitalização e de liquidez do Sistema Financeiro Nacional (SFN) “mantiveram-se superiores aos requerimentos prudenciais”, com os índices de solvência aumentando “levemente no segundo trimestre”.

“A rentabilidade se recupera, com destaque para a menor despesa com provisões para crédito”, afirmou. “As instituições que acumularam ativos líquidos ao longo de 2020 para enfrentar a demanda por recursos durante a pandemia retornam gradativamente a liquidez a seus níveis anteriores”.

Por fim, os resultados dos testes de estresse mostram que o SFN “está resiliente”. “A avaliação de cenários de estresse macroeconômico indica que o sistema não apresentaria problema relevante caso os cenários considerados se concretizassem, inclusive levando-se em conta eventuais alterações nas alíquotas de impostos federais”, disse.

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