Copom define taxa básica de juros nesta semana

Mercado financeiro espera por nova alta da Selic para 9,25% ao ano

06/12/2021

Copom define taxa básica de juros nesta semana Mercado Financeiro espera inflação de 9,75% na última reunião do Copom no ano (Foto: Agência Brasil)

A taxa Selic pode chegar a 9,25% na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central (BC) na reunião desta terça-feira (7) e quarta-feira (8). O mercado financeiro aguarda um aumento e 1,5% saindo dos atuais 7,75% para 9,25%.

Em 2021, a taxa Selic do BC teve uma escalada. Por causa da alta da inflação, ela saiu dos 2% para 2,75% em março deste ano e não parou de crescer.

Segundo a Agência Brasil, “a taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle”.

Quando a taxa básica de juros aumenta, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Por outro lado, as taxas de juro praticadas pelo mercado não variam na mesma proporção da Selic. Ela é apenas um componente que define o juro que a instituição vai cobrar, e o banco usa outros dados para definir a porcentagem, tais como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

A Agência informa que o “Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic”.

Inflação

Para 2021, a meta de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano.

 

Da Redação, com Agência Brasil.

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