Commodities chinesas enfrentam baixa e derrubam preços nas matérias-primas

O primeiro reflexo é a queda na demanda por commodities

09/08/2021

Commodities chinesas enfrentam baixa e derrubam preços nas matérias-primas Falta de contêiner e frete afetam exportações agrícolas (Foto: Agência Brasil)

Após uma queda nas importações de várias commodites no mês de julho, os preços das matérias-primas chinesas estão enfrentando uma queda acentuada, mesmo antes de o país ser atingido pelo aumento de casos de Covid-19 relacionados à variante Delta.

As importações de petróleo caíram pelo quarto mês consecutivo, com menos 10 milhões de barris dia. Uma queda de aproximadamente 6%. A queda foi influenciada por fatores climáticos, como um tufão no final do mês passado.

Não foi apenas o petróleo que mostra desaceleração. Cobre e minério de ferro também tiveram queda na importação pelo 4º mês consecutivo. Segundo o site MoneyTimes, “no caso do minério, as perspectivas para a commodity estão condicionadas aos esforços da China para reduzir a produção de aço e as emissões”.

Pela primeira vez em 2021 a produção diária de aço na China caiu. As siderúrgicas estão reduzi do a oferta, objetivo das autoridades daquele país. Por isso, os preços do minério de ferro caíram e eliminaram os ganhos acumulados.

Para piorar o cenário das commodities, a inflação no país asiático não dá demonstração de queda e provoca a desaceleração econômica. Atinge diretamente os preços das matérias primas naquele mercado.

É a demonstração que as autoridades têm poucas medidas de incentivo para deixar o mercado se estabilizar sozinho e que o Banco Central não tem espaço para colocar em prática medidas de apoio ao crescimento.

Por incrível que pareça, segundo o MoneyTimes, “o impacto de um surto prolongado relacionado à variante delta é mais difícil de avaliar”.

Da Redação (com informações do MoneyTimes)

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