Comissão da Câmara aprova convocação de Guedes e convites a Campos Neto e Pedro Guimarães

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/10/2021

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou nesta quarta-feira (6) requerimentos de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de convite ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para que prestem esclarecimentos sobre movimentações financeiras no exterior por meio de empresas offshore.

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Na terça (5), a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público já havia aprovado a convocação de Guedes para explicações sobre o tema. No mesmo sentido, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado também deu aval a convites a Guedes e a Campos Neto.

Assim como o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), tentou transformar a convocação de Guedes em convite durante a análise da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, aliados do governo repetiram a ofensiva nesta quarta e defenderam que o ministro da Economia compareça apenas em novembro.

A iniciativa foi criticada por autores dos requerimentos e a convocação foi mantida. Ainda não há data para o comparecimento do chefe da equipe econômica.

No fim de semana, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) publicou reportagens batizadas de “Pandora Papers”. As matérias citaram mais de 330 pessoas públicas de 91 países e territórios que têm ou tinham empresas offshore, fora de seu domicílio fiscal e abertas em locais conhecidos como paraísos fiscais.

No Brasil, além de Guedes e Campos Neto, empresários também foram citados. Todos afirmaram que os recursos foram declarados aos órgãos competentes.

Ter recursos offshore ou em conta no exterior não é ilegal, desde que o saldo mantido seja declarado à Receita Federal e ao BC. Segundo o ICIJ, Guedes e Campos Neto tinham empresas offshore mantidas depois de integrarem o governo. O presidente do BC fechou uma empresa cerca de 15 meses após assumir o BC. A de Guedes está ativa.

Convite a Pedro Guimarães

Os deputados da CFFC também aprovaram nesta quarta-feira um convite para que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, esclareça supostas irregularidades na concessão de empréstimo junto ao banco a partir de influência da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Segundo reportagem da revista “Crusoé”, a mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria atuado para favorecer empresas de amigos com empréstimos da Caixa. Ela teria atuado junto a Guimarães para viabilizar a liberação de empréstimos para comerciantes e pequenos empresários do setor de serviços. A publicação teve acesso a e-mails e documentos de indicados a receber o financiamento.

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