Com melhora no mercado internacional, Ibovespa tenta manter alta

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05/10/2021

Depois de recuar 2,22% no pregão de segunda-feira, o Ibovespa vem ensaiando recuperação técnica nos primeiros negócios do pregão de terça, acompanhando os mercados internacionais.

O pregão começou em leve alta, mas, às 10h30, o índice recuava 0,27%, aos 110.090 pontos. Recuperou novamente nos minutos seguintes e, às 11h, subia 0,25%, aos 110.672 pontos. Analistas ouvidos pelo Valor PRO indicam que o pregão deve carregar bastante volatilidade.

“Ontem tivemos recuo forte e pode haver certa recuperação, mas o foco ficará nas commodities. Para ações com mais correlação interna, ainda há muita apreensão por conta do avanço da inflação e dos juros, com o varejo sendo mais impactado”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

Na ponta positiva do índice, destaque para as commodities, principalmente o petróleo. Isso porque a OPEP+ decidiu que irá continuar elevando sua oferta em apenas 400 mil barris por dia, o que frustrou os investidores e deve manter os preços da commodity em alta. Os futuros do Brent para dezembro de 2021 sobem 1,33%, a US$ 82,34.

Com isso, PetroRio ON avançava 5,22%, Petrobras ON subia 1,67% e Petrobras PN ganhava 1,35%. Braskem PNA, com salto de 3,63%, e JBS ON, se valorizando 2,53%, apareciam no mesmo quadrante.

Os bancos também apresentavam avanços, ainda que tímidos, impedindo um tombo maior do índice. Santander units subia 1,15%, Bradesco ON ganhava 0,85%, Itaú PN avançava 1,11% e Brasil ON saltava 1,51%.

As commodities metálicas, por outro lado, apresentavam mais volatilidade e, no geral, apontavam para baixo. Vale ON perdia 0,29%, Usiminas PNA recuava 0,25%, CSN ON caía 0,50% e Gerdau PN oscilava positivamente em 0,16%.

Em termos de dados, o mercado digere produção industrial de agosto, que recuou 0,7% em relação a julho (28 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data esperavam, em média, queda de 0,4%). É a terceira queda mensal seguida na série com ajuste sazonal, período no qual acumula perda de 2,3%. Em julho, o indicador teve queda de 1,2% na série com ajuste sazonal, após dado revisado (era recuo de 1,3%).

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