Com ajuda do exterior e IPCA, dólar devolve parte da alta da véspera

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09/09/2021

Um novo dia de enfraquecimento do dólar no exterior e o IPCA mais salgado que o esperado para agosto, que eleva a pressão por altas mais firmes da Selic, ajudam o dólar a devolver parte da alta observada na véspera. Sem descuidar do tenso ambiente político local, a moeda americana voltou a operar abaixo do patamar de R$ 5,30.

Por volta das 14h30, o dólar caía 0,87%, a R$ 5,2808, após tocar mínima intradiária de R$ 5,2612.

No Brasil, após um dia de fortes reações às manifestações do 7 de Setembro -que levaram o dólar a ter a maior alta diária desde junho de 2020 -, há uma devolução dos excessos, ajudada pela aceleração do IPCA para 0,87% em agosto na comparação mensal, o que levou o índice a acumular alta de 9,68% em doze meses.

A leitura, acima da mediana de 0,70% dos analistas consultados pelo Valor Data, reforçou o argumento por uma política monetária ainda mais restritiva. No mercado de opções, a chance de uma alta de 1,25 ponto porcentual da Selic passou a ser majoritária, com 45% de probabilidade, contra 25% de ontem. A chance implícita de alta de 1 ponto porcentual caiu de 68% ontem para 31% esta manhã.

Lá fora, o anúncio, por parte do Banco Central Europeu (BCE), de que pretende reduzir o ritmo de compras de títulos dentro do PEPP (Programa de Compras de Emergência para a Pandemia, na sigla em inglês) fez o euro se valorizar levemente ante o dólar, mas este ampliar perdas contra outros pares. No horário acima, o índice DXY da ICE cedia 0,15%, aos 92,52 pontos.

Após uma reação inicial mais firme, o euro acabou devolvendo parte dos ganhos justamente porque o escopo da ação anunciada foi pequeno – cerca de 10 bilhões de euros a menos por mês, ao passo que o BCE sinalizou que uma nova decisão será tomada no fim do ano.

Para estrategistas do Wells Fargo, a autoridade monetária da zona do euro pretende reduzir ainda mais o PEPP, porém incrementando outro programa de compras de ativos mais “tradicional”, o APP. Nesse sentido, “vemos potencial limitado de valorização do euro contra o dólar e algum potencial de depreciação neste momento”, dizem.

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