China compra menos 41,8% e exportação de carne suína cai 6,3% em março

Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

11/04/2022

China compra menos 41,8% e exportação de carne suína cai 6,3% em março Cai exportações brasileiras de carne suína em março (Foto: Divulgação)

Na contramão da exportação da carne bovina, a carne suína perdeu força em março deste ano na comparação com o mesmo período de 2021. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que foram embarcadas 91,4 mil toneladas de carne suína no terceiro mês do ano, uma queda de 16,3% na comparação anual. A informação é do site CarneTec.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, informou em nota que “as vendas de carne suína em março trouxeram recuperação, em patamares próximos à média do primeiro semestre de 2021”.

Ele reforça também que “a comparação com março do ano passado, que registrou o segundo melhor desempenho da história do setor, pode parecer negativa. No entanto, ao compararmos em relação aos meses anteriores, os dados acenam para a melhora dos níveis de exportações, que tem contribuído para a redução dos impactos da forte crise gerada pelos custos de produção históricos.”

A receita da indústria com as exportações em março foi de US$ 190,3 milhões, queda de 27,3% em relação a março de 2021, relata o CarneTec.

Elas também caíram quando se somaram as vendas ao exterior no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Em três meses, foram embarcadas 237,5 mil toneladas. Volume 6,3% menor. A receita também caiu, foram US$ 498,5 milhões, menos 16,1%.

Assim como a carne bovina, a China é o importador mais importante da suinocultura brasileira. No entanto, em março, ela reduziu as compras em 41,8% em relação a março do ano passado, embarcando 34,1 mil toneladas. Hong Kong também comprou menos 44,2%, com 9,7 mil toneladas.

O CarneTec registra que as “Filipinas registraram alta de 255,2% nas compras, a 6,8 mil toneladas. Cingapura comprou 36,4% a mais, com 5,2 mil toneladas, e a Argentina registrou crescimento de 71,5% nas importações, a 5 mil toneladas.”

O diretor de mercado da ABPA, Luis Rua, diz que “a China deverá continuar comprando carne suína brasileira nos próximos meses. A esperada melhora da situação da covid lá e o respectivo relaxamento das restrições ao trânsito de pessoas seguramente aumentarão a demanda pela carne suína importada de maneira geral, utilizada majoritariamente como matéria-prima para restaurantes e por processadores locais.”.

Para ele, “a difícil situação de mão de obra em países concorrentes do Brasil também deverá possibilitar que o setor aumente seus volumes no curto e médio prazo.”.

 

Da Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.