Carne suína perde valor com baixa demanda e maior oferta; exportações estão firmes 

Produção pode aumentar em até 2,5% em 2022, mas tudo vai depender do preço dos insumos prejudicados pelas fortes secas nas regiões produtoras

28/01/2022

Carne suína perde valor com baixa demanda e maior oferta; exportações estão firmes  CMN eleva prazo para reembolso destinado à suinocultura (Foto: Agência Brasil)

Análise do mercado da carne suína pelo Rabobank, especializada em agronegócio, indica que essa proteína está enfrentando grande desafio no começo do ano em função da baixa demanda pelo produto, O relatório, segundo o site especializado CarneTec, foi divulgado nesta quinta-feira (27).

Treco do relatório informa que “a queda sazonal na demanda doméstica nos primeiros meses do ano será o primeiro desafio dos produtores”. E que “os preços da carne e do suíno já começaram o ano sob pressão negativa, com menor interesse por parte da indústria.”

Os preços do animal vivo ou da carcaça se desvalorizaram 20% apenas em janeiro em várias praças produtoras, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Apliacada (Cepea). Os produtores estão ofertando mais o produto e o consumo interno esta caindo. Para o Cepea, que faz o acompanhamento diário, afirma que os preços estação neste momento no menor patamar desde agosto de 2018, há três anos portanto.

Por outro lado, as exportações, mesmo cm queda do consumo no nosso maior importador, que é a China, estão crescendo nesse início do ano. A instituição financeira espera uma valorização de 1% a 2% nas exportações em 2022. Nossa produção, deverá crescer em torno de 2,5%, informação  conhecida em podcast do Rabobank.

No entanto, ainda é difícil de saber qual vai ser o rendimento do produtor, na medida em que os insumos, como milho, podem sofrer fortes altas devido aos problemas climáticos que a cultura sofre.

O Rabobank diz que “o tempo mais seco já afetou a safra de grãos na Região Sul do Brasil. Como resultado, os preços subiram novamente em dezembro e no início de 2022, elevando os custos de ração”.

O banco informa que o cenário pata os preços do milho e outros insumos só vai ficar mais claro após a colheita da segunda safra do cereal.

Da Redação.

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