Cade aprova aquisição pela SKCP de empresas controladas por Clariant e Heubach

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

09/08/2021

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição do controle pela companhia SKCP Capital Partners de duas empresas independentes atualmente controladas, respectivamente, pela Clariant e pela Heubach. Essa medida envolve a Colorants Solutions USA LLC e a Colorants International AG e as suas subsidiárias conhecidas como a Unidade de Negócios de Pigmentos da Clariant e a Heubach Holding GmbH.

A SKCP é um veículo de investimentos privado focado nos setores de materiais especiais, produtos químicos e farmacêuticos com sede nos Estados Unidos.

Ao anunciar esse negócio, a SKCP argumentou ao Cade que considera a combinação da unidade de negócios de pigmentos da Clariant e da Heubach uma oportunidade de investimento atraente, em particular devido à natureza complementar dos dois negócios e que a aquisição apoiará o crescimento futuro de seus negócios no crescente setor de produtos químicos.

Os acionistas da Heubach veem a oportunidade de expandir seu portfólio de produtos e alcançar diversos novos mercados, tanto em termos de novas aplicações quanto de diversificação geográfica.

Para a Clariant, os desinvestimentos pretendidos fazem parte dos ajustes de seu portfólio e possibilitarão investir em projetos de crescimento dentro das suas principais áreas de negócios ao mesmo tempo em que se beneficia do crescimento futuro de novas oportunidades e sinergias resultantes da combinação dos dois negócios complementares.

Esse negócio também foi emitido para órgãos antitruste da China, do Espanha e do México. No Brasil, ele obteve aval do Cade.

Essa aprovação foi dada porque a superintendência identificou que essa operação envolve menos de 10% desse mercado no Brasil. Logo, o negócio não deverá dificultar outras empresas.

“A presente operação não levanta maiores preocupações em termos concorrenciais no Brasil, em função das baixas participações de mercado detidas pelas requerentes”, argumentou o órgão antitruste.

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