País tem melhor setembro para a exportação da carne bovina

Segundo o a analista de mercado da Scot Consultoria a carne embarcada em setembro é resultado da produção anterior à suspenção das exportações para a China

06/10/2021

País tem melhor setembro para a exportação da carne bovina Exportação de carne bovina é recorde em setembro, mas consultoria diz que embarques diminuem (Foto: Divulgação)

Em setembro o Brasil exportou 187 mil toneladas de carne bovina, 41,4% mais do que em setembro de 2020, informa a engenheira agrônoma e consultora Jéssica Olivier, da Scot Consultoria.

A analista é assertiva ao afirmar que os embarques nas últimas semanas vem diminuindo desde a informação dos problemas sanitários em animais do rebanho brasileiro. Segundo ela, a conclusão é resultado da comparação diária dos números pesquisados pela Consultoria.

Ou seja: o volume de carne bovina exportada em setembro é resultado da produção anterior ao anúncio dos dois casos da doença da vaca louca em Minas e no Mato Grosso e da suspensão das compras pela China.

Portanto, elas só voltam após a solução do problema entre os dois países. A China vive um de seus maiores feriados prolongados. Começou dia 1º e termina dia 7 de outubro. Até lá, é provável que não aja a conferência dos documentos enviados pelo Brasil.

 

Volumes e valores

Segundo Jéssica Olivier, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram embarque de 187 mil toneladas de carne bovina in natura, recorde na estatística de exportações mensais do produto, batendo o anterior, que foi em agosto deste ano.

Na comparação com setembro do ano passado o aumento dos embarques é de 41,4%. O Brasil vendeu cada tonelada por US$ 5,79 mil. Com a diminuição dos embarques nas últimas semanas, Jéssica afirma que esse mercado só se normaliza após China retomar as importações da carne brasileira.

O país asiático ainda não deu nenhum sinal desde a suspensão das exportações, dia 4 de setembro. O Brasil e a China assinaram protocolo sanitário que suspende automaticamente o comércio bilateral de proteína animal (ou fitossanitário no caso dos grãos).

O Brasil enviou a documentação mostrando que os casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina -(EEB) no Brasil foram em dois animais velhos.

Eles se contaminaram por envelhecimento celular e não por infecção através de ração animal que contém proteína. Portanto, os dois casos da doença da vaca louca não têm nada a ver com o rebanho nacional para consumo interno e exportação.

 

Da Redação.