Brasil consumiu mais 3,7% de café solúvel até agosto de 2021

A alta do preço no mercado interno e a complexidade da logística para exportação ajudaram esse cenário

15/09/2021

Brasil consumiu mais 3,7% de café solúvel até agosto de 2021 Problemas na logística para exportação e aumento do preço no mercado interno leva brasileiro a consumir mais 3,7% de café solúvel (Foto: Agência Brasil)

O Brasil consumiu mais 3,7% de café solúvel entre janeiro e agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2020, informa o site MoneyTimes. Foram consumidas 669.797 sacas de 60 quilos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) terça-feira (14).

Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics afirma em nota “que o desempenho resulta de investimentos feitos pelas fábricas no Brasil”.

E mais: “além de novas plantas fabris que vêm surgindo, as indústrias nacionais de solúvel também ampliam o desenvolvimento de produtos cada vez mais voltados à qualidade, potencializando as características sensoriais ao consumidor final, o que contribui para incrementar o consumo”.

Ele disse que a qualidade do café brasileiro foi sentida com o aumento do consumo do mercado interno. Houve redução nas exportações. As compras do exterior somaram 26,7 mil sacas, uma queda de 32,4% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado. O MoneyTimes afirma que “até agosto, as exportações do produto somaram 2,536 milhões de sacas, 6,4% menos ano a ano”.

A queda nas exortações foi motivada pelo aumento dopreço no mercado interno, problemas logísticos e falta de contêineres e até mesmo de embarcações. Ele ainda pontuou ao site especializado em economia que “a dificuldade para se obter contêineres e espaço em navios se tornou rotineira desde maio e permanece até hoje, o que reduz a capacidade e eleva os custos de embarque, impactando o desempenho de todo o setor exportador brasileiro”.

Outro fator que impacta e deixa os produtores inseguros são as variações climáticas. A crise hídrica e as geadas ao mesmo tempo provocam incertezas sobre a próxima safra e uma elevação nos preços internos e internacionais, dificultando negociações e reduzindo a demanda em alguns mercados.

 

Da Redação.

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