Bolsas europeias fecham em alta após decisões de BCs

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

23/09/2021

As bolsas europeias fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira (23), com os investidores assimilando as decisões de vários bancos centrais, como o da Inglaterra (BoE) e dos Estados Unidos (Federal Reserve), e após dados de atividade mostrarem que a economia da zona do euro está caminhando para uma desaceleração.

O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 encerrou o pregão de hoje com avanço de 0,93%, aos 467,50 pontos. O DAX, de Frankfurt, ganhou 0,88%, aos 15.643,97 pontos; e o CAC 40, de Paris, registrou alta de 0,98%, aos 6.701,98 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,41%, aos 26.081,13 pontos; enquanto o Ibex 35, de Madri, valorizou 0,78%, aos 8.876,90 pontos.

O índice europeu subiu 2,94% na semana, recuperando a queda de segunda-feira (20) em meio a preocupações sobre o contágio global do grupo imobiliário endividado China Evergrande. Os investidores estavam esperando para ver se a Evergrande faria um pagamento de juros sobre a dívida que vence nesta quinta.

O FTSE 100, índice de referência da bolsa de Londres, oscilou em torno da estabilidade e fechou em queda de 0,07%, aos 7.078,35 pontos, impactado pela visão mais dura (“hawkish”) da decisão de juros do BC inglês. Para a economista sênior do Reino Unido da Capital Economics (CE), Ruth Gregory, o Comitê de Política Monetária (MPC) do BoE aproxima-se de uma política de endurecimento.

“Enquanto a taxa de juros de referência foi deixada em 0,1%, em uma votação de 9 a zero, e manteve o programa de compras de títulos soberanos (“Gilts”) e corporativos em 895 bilhões de libras, o comunicado do (MPC) sugere que o BoE está se aproximando de aumentar as taxas de juros”, avalia Ruth, em relatório. Para ela, o processo de aumento pode ter início já em 2022, em vez de em 2023, como a CE previa anteriormente.

Já o índice Stoxx Europe 600 absorveu os sinais de perda de tração ao final do terceiro trimestre, conforme apontou o índice dos gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro em setembro. O indicador caiu a 56,1 pontos na leitura preliminar deste mês, no menor nível em cinco meses, de 59,0 em agosto, indicando uma desaceleração no ritmo de crescimento da atividade nos setores industrial e de serviços.

“Os PMIs de setembro sugerem que o ritmo de recuperação desacelerou ainda mais, em parte porque a economia da zona do euro se aproxima de seu tamanho anterior ao vírus, mas também porque a escassez de oferta continua a diminuir”, comentou, também em relatório, a economista de Europa da Capital Economics (CE), Jessica Hinds. Para ela, as pressões sobre os preços permanecem intensas e sugerem que é improvável que diminuam tão cedo, especialmente em energia.

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