Bolsas da Ásia fecham em queda, ignorando recuperação em Wall Street

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/10/2021

As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão em queda, ignorando a recuperação da véspera em Wall Street, com as preocupações em relação à disseminação do coronavírus na região ainda impactando os negócios. Os problemas vindos da China também seguem no radar.

Ao final da sessão, a Bolsa de Tóquio caiu 1,05% e a de Seul recuou 1,82%, enquanto em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 0,57%. A Bolsa de Xangai permaneceu fechada devido ao feriado nacional de uma semana na China.

Para a economista-chefe da Ásia Pacífico da Natixis, Alicia García Herrero, a vacinação contra a covid-19 na região está aumentando, porém com um progresso muito desequilibrado. “Uma grande parte da Ásia continua presa no velho manual de supressão e bloqueios, prejudicando o crescimento”, avalia.

Ela destaca que Cingapura é uma exceção, mas ressalta que as infecções pela doença estão aumentando rapidamente na ilha-Estado. Segundo a economista, um dos principais pontos de bloqueio na região são as fronteiras internacionais e também a mobilidade doméstica. “Essa supressão impacta a demanda interna e também as exportações, à medida que as cadeias de abastecimento são interrompidas e a China se desacelera”, diz.

Ainda na região, o Banco Central da Nova Zelândia (RNBZ) ficou no centro das atenções depois de elevar a taxa de juros de referência pela primeira vez em sete anos, com um aumento de 0,25 ponto percentual, para 0,5%. O RNBZ alertou para as persistentes pressões de custo, prevendo que a inflação deve subir acima de 4% no curto prazo.

Para a chefe de economia da Ásia-Pacífico do Scotiabank, Tuuli McCully, o aumento da inflação e o aperto do mercado de trabalho devem garantir um ciclo de aperto monetário gradual até 2022. “Dadas as incertezas persistentes relacionadas à pandemia, o RBNZ deve monitorar cuidadosamente os desenvolvimentos de curto prazo relacionados à covid-19 e adotar uma abordagem gradual ao aperto monetário, elevando a taxa até 1,50% ao final de 2022”, diz, em relatório.

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