B3 aposta em inteligência artificial para prevenir ciberataques

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

26/08/2021

O presidente da B3, a bolsa de valores do Brasil, Gilson Finkelsztain, disse que vê a tecnologia como aliada dos negócios e que a empresa vem desenvolvendo um sistema de inteligência artificial para facilitar os processos, mas também prevenir ataques cibernéticos e crimes. Ele participou de painel sobre tecnologia e investimentos na Expert XP nesta quinta-feira.

“A gente usa a inteligência artificial para extrair valor e agregar informação mais rápido para os clientes, além de leitura de documentos, monitoramento preventivo, prevenção de lavagem de dinheiro e segurança cibernética”, afirma.

Recentemente, empresas listadas em bolsa, como Renner e Fleury, sofreram ataques cibernéticos com sequestro ou roubo de dados. A ameaça vem preocupando diversos setores pelo potencial de prejuízo que pode trazer. Além disso, hackers também vêm se dedicando a quebrar códigos e roubar criptomoedas.

A tendência é de que a maneira de investir se torne mais fácil e simplificada com a ajuda da tecnologia, segundo o executivo. “Vai ser tão simples, tão rápido. Talvez num clique você rebalanceie sua carteira, ajuste. A tecnologia vai aumentar a facilidade de rebalancear seus portfolios”, diz.

O presidente da XP, Thiago Maffra, também participou do painel e relatou ver que cada vez mais o mundo dos investimentos está entrelaçado à tecnologia. Isso se reflete não só nas plataformas de investimento, mais rápidas, ágeis e baratas de construir, mas também abre espaços para novas formas de aplicar o dinheiro, como criptomoedas e NFTs.

“Utilizamos o machine learning para identificar no nível do individuo e dar dicas do que a pessoa poderia ter feito diferente para que ela tome melhores decisões de investimento no futuro”, diz.

“Vemos o mercado de criptomoedas crescendo. Elas são investimentos alternativos. Isso deve ser uma parte da carteira das pessoas, assim como ações, imóveis, renda fixa. As pessoas deveriam ter parcela investida em criptomoedas”, opina Maffra.

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