Atividade econômica cai 0,40% em outubro, diz Banco Central

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,19%

15/12/2021

Atividade econômica cai 0,40% em outubro, diz Banco Central Economia brasileira teve queda na produção em outubro, diz Banco Central (Foto: Agência Brasil)

A economia brasileira continuou variando negativamente em outubro deste ano, informa nesta quarta-feira (15) o índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central. A informação e da Agência Brasil. A queda foi de 0,40% em outubro deste ano em comparação ao mês anterior. O índice chegou a 136,87 pontos.

Comparado ao mesmo mês de 2020 a queda foi maior. Chegou a 1,48%. No trimestre encerrado em outubro, comparado com os três meses anteriores, a queda foi de 0,94%. Na comparação com o período de agosto a outubro do ano passado, IBC-Br teve crescimento de 1,06%.

No acumulado do ano, foi registrada alta de 4,99%. E em 12 meses encerrados em outubro, o indicador também ficou positivo, em 4,19%.

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Entretanto, o indicador de atividade oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre deste ano, o PIB recuou 0,1%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o indicador registrou uma alta de 4% e, em 12 meses, acumulou alta de 3,9%.

A última estimativa do Ministério da Economia para o PIB, divulgada no mês passado, é de crescimento de 5,1% em 2021. Já a projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia deste ano está em 4,65%.

Em 2020, em meio à pandemia de covid-19, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o indicador acumulou alta de 4,6%.

Da Redação, com Agência Brasil

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