Arroba do boi tem novas altas e tendência é que se mantenha

A expectativa é de novas altas no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo no decorrer do último bimestre, diz Safras

01/12/2021

Arroba do boi tem novas altas e tendência é que se mantenha É preciso aproveitar momento raro da queda do dólar para administrar estoques de microingredientes (Foto: Pixabay)

O preço da arroba do boi teve nova alta nesta terça-feira (30), segundo a Agência Safras, com texto reproduzido pelo clipping da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). O analista de mercado Fernando Henrique Iglesias diz que existem negócios sendo realizados acima do preço referência.

“A tendência ainda é de alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo no decorrer do último bimestre, período pautado pelo ápice da demanda de carne bovina em escala nacional”, assinala Iglesias. Animais prontos para o abate ainda é restrita e é o que segura os atuais preços da arroba.

“Os frigoríficos tentam cadenciar as compras, evitando movimentos de alta ainda mais agressivos. O foco de momento é o atendimento da demanda doméstica no último bimestre, com pedidos do varejo acontecendo até o final da primeira quinzena de dezembro. Após esse período, o mercado tende a fluir de maneira mais lenta”, completa ele.

Como veremos, o preço da arroba do boi valorizou em todas as principais praças de comercialização do país. Nesta terça-feira o preço referência na praça paulista foi de R$ 324 a prazo contra R$ 322 na segunda-feira (29). O preço também está na casa de R$ 320. Na segunda, foi vendida a R$ 317. No Mato Grosso, na praça de Dourados, a arroba ficou em R$ 318, contra R$ 315 praticado na segunda (29). Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307, ante R$ 306. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 330 por arroba, contra R$ 327.

Iglesias diz que o mercado atacadista tem preços estáveis, com possibilidade de alta no curto prazo. “A demanda doméstica possui limitações, mas a capitalização do consumidor médio durante o último bimestre tende a permitir moderada alta dos preços. Esse movimento e limitado justamente pelo descontrole inflacionário em meio a notáveis dificuldades macroeconômicas, a exemplo da criação de novos postos de trabalho e avanço da renda média. Nesse ambiente seguirá em curso o processo de migração para proteínas concorrentes, prioritariamente a carne de frango”, diz ele.

Segundo Safras, “quarto traseiro seguiu com preço de R$ 23 por quilo. A ponta de agulha ainda esteve com preço de R$ 15,70 por quilo. O quarto dianteiro seguiu no patamar de R$ 16 por quilo”.

Da Redação.

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