Após reunião com líder do governo, presidente do Senado não cogita pronunciamento

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08/09/2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniu nesta quarta-feira (08) com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), para discutir a escalada da crise política. O encontro entre os dois aconteceu após Pacheco cancelar todas as sessões deliberativas e reuniões de comissões previstas para esta semana no Senado.

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O motivo foi os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação da cúpula da Casa é que não há clima político para votações de projetos, sejam eles de interesse do Executivo ou não.

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A decisão de Pacheco, no entanto, pegou de surpresa ministros e auxiliares do Palácio do Planalto. O Senado previa votar uma série de projetos de interesse do governo nestes dias. Além disso, dizem interlocutores, o presidente do Senado conseguiu, com isso, evitar que os governistas celebrassem as manifestações de 7 de Setembro com discursos no plenário da Casa.

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Apesar disso, não há previsão de qualquer pronunciamento de Pacheco, por enquanto. Isso porque ele já se posicionou sobre os protestos de terça-feira (07), durante a manhã. Na ocasião, o presidente do Senado defendeu o Estado democrático de direito. “Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa mais evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Integrantes da cúpula do Senado admitem em caráter reservado, no entanto, que as manifestações e a postura do presidente Jair Bolsonaro também devem afetar as negociações em torno de pautas econômicas de e do pagamento de R$ 89,1 bilhões de precatórios no próximo ano, que estava sendo discutido junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Há algumas semanas, Pacheco, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do STF, Luiz Fux, vinham tentando construir uma saída para a questão dos precatórios, o que deve perder força, segundo interlocutores.

“Todo o ambiente de negociações vai pelo ralo”, admitiu uma fonte próxima. O mesmo vale para pautas como a reforma do Imposto de Renda, que deve chegar para os senadores nos próximo dias. Em resumo, dizem, o ambiente, que já era ruim para o governo no Senado, deve ficar ainda pior.

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