Após 3 meses de queda, venda interna de produto químico de uso industrial sobe 14,9% em julho

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26/08/2021

Depois de três meses consecutivos de recuo, as vendas internas de produtos químicos de uso industrial voltaram a crescer em julho. No mês passado, segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o volume comercializado internamente subiu 14,89% frente a junho.

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Conforme a entidade, a produção, medida pelo IGQ-P Abiquim-FIPE, também teve desempenho positivo em julho, com crescimento de 5,64% sobre o mês anterior. Paradas programadas para manutenção haviam impacto o desempenho operacional da indústria entre abril e junho.

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Com isso, o índice de utilização da capacidade instalada em julho subiu a 72%, cinco pontos percentuais acima do registrado no mês anterior, refletindo o retorno de operações, após as paradas, sobretudo em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Abiquim, após doze meses de altas consecutivas, o IGP Abiquim-FIPE registrou recuo de 3,13% em julho.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a produção de químicos de uso industrial exibe alta de 8,48%, as vendas internas avançaram 9,57% e consumo aparente nacional teve crescimento de 12,3%. Enquanto as importações subiram 15,3% no mesmo, as exportações recuaram 17%.

O índice de preços, por sua vez, acumula alta nominal de 39,88% entre janeiro e julho, acompanhando as oscilações ocorridas no mercado internacional e o câmbio.

Em nota, a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, afirma que a demanda por produtos químicos no Brasil e no mundo tem crescido a um ritmo maior do que o da oferta.

“Os preços do barril do petróleo e dos seus derivados, em especial da nafta petroquímica, têm subido também como reflexo da redução da produção nos países da Opep, pressionando diversos preços ao redor do mundo e consequentemente a inflação”, acrescenta.

A Abiquim destaca que, nos últimos 30 anos, o consumo aparente nacional de químicos de uso industrial teve crescimento médio anual de 3%, acima da média de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Por outro lado, a produção subiu menos, em média 1,5% ao ano, diante do avanço dos importados, que hoje representam 46% do mercado local.

“A demanda por químicos cresce a um ritmo muito maior do que o do PIB, mas essa alta não tem sido capaz de puxar a produção e os investimentos na química nacional. Ao contrário, nos últimos 15 anos, diversas unidades fecharam por falta de competitividade”, diz a executiva.

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