Apesar da variante delta, Brasil vive maior “conforto” epidemiológico, diz Queiroga

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08/09/2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje que o Brasil se encontra atualmente em um cenário epidemiológico de “maior conforto”, apesar da transmissão comunitária da variante delta.

Em audiência no Senado, Queiroga disse que o avanço da vacinação foi fundamental para essa situação mais tranquila. Ele também confirmou a expectativa de conclusão da vacinação dos adultos até o fim de outubro.

De acordo com o ministro, o governo concluirá na próxima quarta-feira a distribuição de vacinas suficientes para imunizar toda a população adulta com a primeira dose.

Sobre a aplicação da terceira dose em idosos e pessoas com comorbidades, Queiroga confirmou que será feita com a vacina da Pfizer. A decisão levou em conta questões técnicas e também a disponibilidade do imunizante.

Máscaras

Questionado sobre a ausência de campanhas de conscientização pelo uso de máscaras, Queiroga citou o momento de “efervescência social e política” que, segundo ele, estaria contaminando esse debate.

Queiroga contou que, durante reunião dos ministros da Saúde do G-20, realizado em Roma, ele foi incentivado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, a tirar a máscara durante uma conversa ao ar livre.

“Aí ele postou a minha foto com ele no Twitter e um jornalista criticou o Tedros e a mim porque estávamos sem máscara. A gente vive hoje um ambiente de grande efervescência social e política e isso é próprio do ambiente pandêmico. Eu procuro sempre passar uma mensagem ponderada”, afirmou o ministro.

Queiroga é pressionado pelo presidente Jair Bolsonaro a flexibilizar o uso de máscaras no país, mas vem resistindo. Um estudo encomendado pelo ministério sobre o assunto deve ficar pronto em novembro.

CoronaVac

Em uma crítica velada ao governo de São Paulo, Queiroga disse que não pode haver “evidência científica self-service” para a defesa do uso de vacinas.

Ele se referia ao anúncio feito pelo governo paulista de que pretendia iniciar a vacinação de crianças a partir de 3 anos de idade com a CoronaVac.

“Em relação à Coronavac, que propôs vacinar essas crianças, nem sequer temos os dados dos adultos”, disse o ministro, em referência ao fato de a vacina ainda não ter obtido o registro definitivo na Anvisa.

“Em vez de ficar falando no jornal, tem que ir lá levar na Anvisa. Leva, mostra os dados, publica nas revistas científicas. Não podemos querer uma espécie de evidência científica self-service”, criticou Queiroga.

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