Amaggi anuncia que não comprará de grãos de emissores de carbono

A meta e comprar 100% de grãos de lavoras rastreadas e até 2050 zerar a emissão do gás

17/09/2021

Amaggi anuncia que não comprará de grãos de emissores de carbono Plano Safra 2021/2022 liberou 37% do estoque disponível em empréstimos e contratos para as culturas de 2021/2022 (Foto: Divulgação)

Uma das maiores produtoras e negociadoras de grãos e oleaginosas do país anunciou que até 2025 toda a sua cadeia de produção estará livre de desmatamento colocando fim na vegetação nativa convertida em o plantio agrícola. A informação da Amaggi é veiculada nesta sexta-feira (17) pelo site de economia MoneyTimes. Em 2025 todos os fornecedores estarão monitorados e rastreados em todos os biomas brasileiros.

A Amaggi afirma que desde 2008 o desmatamento em suas propriedades é zero e que não comercializa soja cultivada em nenhum bioma amazônico em áreas desmatadas. A empresa também anunciou que até 2050 prevê zerar a emissão líquida de carbono.

Hoje a empresa rasteia 99% dos fornecedores diretos dos biomas Amazônico e Cerrado. Os dois são responsáveis por 80% da soja da companhia em 2020/2021. A meta é 100% em todos os biomas nacionais. A Amaggi diz que pretende avançar ao lado dos clientes em serviços ambientais para os produtores que preservam o meio ambiente. Fornecedores Argentinos e Paraguais também estão no grupo.

A diretora de ESG, Comunicação e Compliance da Amaggi, Juliana Lopes, diz que “quando se pega as áreas que originamos, o Cerrado e Amazônia… monitoramos 15 milhões de hectares, e dessa área quase 6 milhões de hectares são vegetação nativa… o que é área extra, acima da preservação (da reserva legal), a nossa ideia é usar todos esses dados para criar modelos de pagamentos de serviços ambientais para que se mantenha a floresta em pé”, reproduz o MoneyTimes desta sexta-feira (17).

“Quando digo floresta, é qualquer bioma, mão somente o amazônico”, acrescentou ela, em entrevista à Reuters.

Segundo a executiva, a empresa vai premiar os agricultores que têm áreas que podem ser desmatadas legalmente e, ainda assim, preserva. “Todos os integrantes da cadeia participariam do pagamento por serviços, e a cadeia de valor como um todo precisa, isso dilui o custo e demonstra o quanto a cadeia de valor como um todo reconhece o papel do produtor”. A obrigação de pagar por serviços ambientais aos produtores está no Código Floresta, mais sem regulamentação.

Juliana Lopes diz que “gostaria que (isso) não estivesse muito distante, acho que se for pegar algumas iniciativas, a avaliação do produtor é muito positiva… para que isso aconteça”.

Até o final do ano a empresa espera monitorar 100% dos produtores fornecedores brasileiros e em até 2025 os indiretos, incluindo os da Argentina e Paraguai.

Agricultura Sustentável

Para alcançar as metas a empresa sabe que tem que sustentar a emissão de baixo carbono. A executiva acredita que é possível chegar à produção de soja carbono neutro, mas ainda faltam métodos e qualificação científica.

Nesse primeiro momento é se associar à Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa) com esse objetivo. As emissões de carbono da produção da Amaggi são até cinco vezes menores, quando o produto chega no porto de Hoterdã, Holanda.

Para isso, faz plantio direto, uso de agricultura de precisão e aplicação adequada de defensivos. Tem ainda o controle biológico de pragas, e a redução de uso de produtos químicos e combustível.

 

Da Redação.

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