Além de leilões, CCR busca aquisições, projetos ‘greenfield’ e aditivos para crescer

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

31/08/2021

O plano de expansão da CCR prevê, além de leilões, aquisições, projetos novos desenvolvidos pela empresa e aditivos aos contratos existentes, afirmou o diretor de novos negócios do grupo, Gustavo Lopes.

“Hoje, temos oportunidades suficientes para transformar CCR”, disse o executivo, durante apresentação do “CCR Day”, realizado virtualmente nesta terça-feira (31).

O foco de crescimento para os próximos cinco anos serão os três setores em que a CCR já atua: rodovias, mobilidade urbana e aeroporto, afirmou o presidente, Marco Cauduro.

Além da longa lista de licitações previstas para os próximos anos, nos três segmentos, a empresa está em negociações de aquisições. Os executivos, porém, não destacaram nenhum exemplo.

No caso de projetos novos, que estão sendo desenvolvidos pela CCR, Lopes destacou o plano de mobilidade de Belo Horizonte (MG), em que a companhia está estudando projetos na capital. “É uma iniciativa em conjunto com Minas Gerais. Estamos olhando um leque de projetos, alguns podem vir a mercado, não todos. Alguns não são nem de interesse da CCR”, explicou.

Ele também destacou o novo plano do NASP (Novo Aeroporto de São Paulo), um projeto herdado dos acionistas Andrade Gutierrez e Camargo Correa para a construção de um novo aeroporto em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo.

“O plano do Nasp ganhou velocidade recentemente. Os estudos ambientais foram concluídos, esperamos ter novidades em breve”, disse Lopes.

O projeto ainda não está fechado, mas as avaliações internas “informam a viabilidade do empreendimento”, segundo a empresa. A ideia de construir o aeroporo já fazia parte do estoque de empreendimentos da CCR, mas “ganhou uma atenção especial, sobretudo em função da esperada saturação física dos aeroportos da região metropolitana de São Paulo”, diz a CCR.

No âmbito dos aditivos, ele destacou os recentes acordos firmados com o governo de São Paulo para equacionar os passivos regulatórios das concessões rodoviárias no Estado.

Segundo o diretor financeiro, Waldo Perez, a CCR trabalha com um limite de alavancagem (relação de dívida líquida pelo Ebitda) de 3,5 vezes. Porém, a depender das oportunidades de crescimento, esse patamar poderá ser ultrapassado.

“Temos flexibilidade para passar desse índice se acharmos que há uma ou mais oportunidades de investimento que tragam retorno. Pode ser que passemos, contanto que tenhamos um plano bem definido para readequar o indicador ao longo de 24 meses, um prazo que achamos adequado para recompor o índice. Buscamos operar com limite, mas sempre com flexibilidade”, disse.

Aeroportos

A CCR tem como meta consolidar os aeroportos adquiridos e buscar novas oportunidades de expansão, com leilões e aquisições, segundo Cauduro. Questionado por um analista sobre uma possível oferta pública de ações da divisão aeroportuária, ele diz que hoje o foco é integrar os ativos.

“Houve uma decisão estratégica de crescer do modal aeroportuário, consolidamos mais 15 aeroportos e estamos em processo de integração da plataforma. Lembrando que não compramos uma empresa com 15 aeroportos, estamos assumindo contratos heterogêneos, com características distintas. A agenda é de estabilização de ganhos de eficiência dos ativos já adquiridos”, disse.

O executivo afirma que a CCR avalia participar da sétima rodada de concessões de aeroportos e “eventuais aquisições na região”.

Em relação ao IPO, ele destacou que “uma vez que o ativo estiver consolidado, integrado, pode haver um evento de liquidez, seja IPO, seja uma colocação privada. Essa é uma decisão futura, se for oportuno e crie valor. Hoje o plano é integrar plataforma”, disse.

Saneamento

Cauduro diz que a CCR não tem planos de entrar no setor de saneamento básico neste momento. Há alguns meses, a nova gestão da companhia definiu como plano estratégico o foco nos três setores em que a empresa já atua: rodovias, mobilidade urbana e aeroportos.

O grupo chegou a estudar ativos de saneamento básico e cogitar uma entrada no segmento antes da definição dessa diretriz estratégica. Hoje, a empresa segue acompanhando as oportunidades, segundo o executivo. Porém, o plano para os próximos 5 anos é alocar 98% dos investimentos nos três segmentos já conhecidos pela empresa.

Questionado sobre como a entrada da IG4 Capital no capital da CCR pode impactar a estratégia, ele diz que a empresa não comenta a transação, porque não faz parte das negociações. A IG4 controla a Iguá Saneamento, uma das maiores operadoras privadas de água e esgoto do país.

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