Ações do Banco Inter voltam a ter forte queda

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

04/10/2021

As ações do Banco Inter, tanto as preferenciais como as units, fecharam em queda forte nesta segunda-feira (04), o que levou os papéis PN da companhia a entrarem em leilão às 12h58. Mesmo após a empresa ter adiantado a divulgação da prévia operacional do terceiro trimestre, os papéis sofreram com a alta nas taxas de juros observada hoje no mercado de renda fixa.

Ao final do pregão na B3, as units do Banco Inter recuaram 13,42%, enquanto os papéis preferenciais da companhia terminaram em baixa de 12,95% e o Ibovespa caiu 2,22%, aos 110.393 pontos.

Sofrendo com boatos que apontavam para possíveis mudanças nos provisionamentos da empresa, o banco apresentou sua prévia operacional do terceiro trimestre hoje.

A companhia alcançou 14 milhões de clientes no terceiro trimestre, crescimento de 16% sobre o segundo trimestre deste ano e de 94% sobre o terceiro trimestre de 2020. Deste total, 13 milhões são pessoas físicas e 1 milhão pessoas jurídicas.

Conforme a prévia operacional divulgada nesta segunda-feira, a provisão se manteve constante em relação aos trimestres anteriores representando 2,5% da carteira de crédito ampliada do período.

Além disso, o banco adicionou 2 milhões de contas no terceiro trimestre, crescimento de 7,5% ante o segundo trimestre e de 56% na comparação com o terceiro trimestre de 2020. De acordo com o banco, o saldo médio em conta por cliente encerrou o terceiro trimestre em R$ 1,41 mil, crescimento de 7,7% sobre um ano antes.

Segundo o UBS, a expansão geral do banco foi boa, embora não tenha cumprido expectativas em alguns segmentos, como no setor de investimentos. “No que diz respeito à qualidade dos ativos, os números apresentados mostram um bom desempenho, sem qualquer indicação de provisões extraordinárias”, dizem os analistas.

O banco suíço, no entanto, mantém a recomendação neutra para a ação. “Em nossa opinião, a recente alta da curva de juros no Brasil é mais negativa para o valor de mercado do Banco Inter do que para outros bancos brasileiros. Calculamos que cada aumento de 100 pontos-base no custo de capital próprio reduz nosso valuation de Inter em 25%, enquanto o impacto para o BTG Pactual é de 17% e os demais bancos brasileiros que cobrimos, cerca de 10%”, afirmam.

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