Ações do Banco Inter voltam a operar em forte queda e papéis preferenciais entram em leilão

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

04/10/2021

As ações do Banco Inter, tanto as preferenciais como as units, operam em queda forte nesta segunda-feira (04), o que levou os papéis PN da companhia a entrarem em leilão às 12h58. Mesmo após a empresa ter adiantado a divulgação da prévia operacional do terceiro trimestre, os papéis sofrem com a alta nas taxas de juros observada hoje no mercado de renda fixa.

No começo da tarde desta segunda-feira, as units do Banco Inter recuavam 10,78%, enquanto os papéis preferenciais da companhia operavam em baixa de 10,33% e o Ibovespa caía 2,39%, aos 110.202 pontos.

Sofrendo com boatos que apontavam para possíveis mudanças nos provisionamentos da empresa, o banco decidiu apresentar sua prévia operacional do terceiro trimestre hoje.

A companhia alcançou 14 milhões de clientes no terceiro trimestre, crescimento de 16% sobre o segundo trimestre deste ano e de 94% sobre o terceiro trimestre de 2020. Deste total, 13 milhões são pessoas físicas e 1 milhão pessoas jurídicas.

Conforme a prévia operacional divulgada nesta segunda-feira, a provisão se manteve constante em relação aos trimestres anteriores representando 2,5% da carteira de crédito ampliada do período.

Além disso, o banco adicionou 2 milhões de contas no terceiro trimestre, crescimento de 7,5% ante o segundo trimestre e de 56% na comparação com o terceiro trimestre de 2020. De acordo com o banco, o saldo médio em conta por cliente encerrou o terceiro trimestre em R$ 1,41 mil, crescimento de 7,7% sobre um ano antes.

Segundo o UBS, a expansão geral do banco foi boa, embora não tenha cumprido expectativas em alguns segmentos, como no setor de investimentos. “No que diz respeito à qualidade dos ativos, os números apresentados mostram um bom desempenho, sem qualquer indicação de provisões extraordinárias”, dizem os analistas.

O banco suíço, no entanto, mantém a recomendação neutra para a ação. “Em nossa opinião, a recente alta da curva de juros no Brasil é mais negativa para o valor de mercado do Banco Inter do que para outros bancos brasileiros. Calculamos que cada aumento de 100 pontos-base no custo de capital próprio reduz nosso valuation de Inter em 25%, enquanto o impacto para o BTG Pactual é de 17% e os demais bancos brasileiros que cobrimos, cerca de 10%”, afirmam.

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