À CPI, depoente diz que FIB é empresa pequena, mas capital de R$ 7,5 bi intriga senadores

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

25/08/2021

Em depoimento à CPI da Covid, o diretor do FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior, deixou os senadores intrigados com as informações sobre o capital social da empresa. Após afirmar que FIB Bank é “uma empresa pequena em estrutura”, Pereira Ramos diz que seu capital social é de R$ 7,5 bilhões.

Mais que isso, Pereira Ramos disse que o capital é integralizado a partir de apenas dois imóveis, um em São Paulo e um na cidade de Castro, no Paraná. “Não se trata de um banco e, sim, de uma empresa, uma SA, a qual presta um serviço de garantias fidejussórias, devidamente regulada pelo código civil brasileiro”, alegou.

O diretor do FIB Bank foi convocado para falar a respeito do envolvimento no caso das negociações da vacina Covaxin. A empresa teria emitido uma carta de fiança irregular apresentada pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde, com um contrato no valor de R$ 1,6 bilhão para compra dos imunizantes do laboratório Bharat Biotech.

“Não é uma instituição financeira, muito menos seguradora. Assim como a razão social menciona, [trabalhamos com] garantias fidejussórias, garantindo várias operações”.

Neste ano, o faturamento do FIB Bank está próximo a R$ 650 mil, segundo Pereira Ramos. No ano passado, foi próximo a R$ 1 milhão.

Para firmar a compra, o termo previa a necessidade de um pagamento de garantia no valor de R$ 80,7 milhões.

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