06/11/2023 às 09h29min - Atualizada em 06/11/2023 às 09h29min

Brasil mantém o menor custo de produção de suínos entre 17 países

Estudo da rede InterPIG destaca competitividade da suinocultura brasileira em relação aos principais concorrentes mundiais

- Da Redação, com Embrapa
Foto:Divulgação / Governo Federal
O Brasil continua liderando a produção mundial de suínos com o menor custo de produção em dólares por quilo vivo. Os estados de Mato Grosso e Santa Catarina representam o país na análise, registrando custos de produção de US$ 1,13 e US$ 1,28 por quilo vivo de suíno, respectivamente, em 2022.

Embora esses valores tenham aumentado em 10% e 12% em comparação a 2021, permanecem abaixo dos custos de produção em outros países, como os Estados Unidos (US$ 1,42), Dinamarca (US$ 1,49), Espanha (US$ 1,66), Holanda (US$ 1,74) e Alemanha (US$ 1,83). A média dos 17 países que fazem parte da rede InterPIG é de US$ 1,72 por quilo vivo.

O aumento nos custos de produção de suínos em 2022 foi um fenômeno global, afetado principalmente pelos preços do milho e farelo de soja, influenciados por eventos climáticos e geopolíticos, como a guerra na Ucrânia. A oferta global de grãos foi reduzida, e os fertilizantes ficaram mais caros, elevando o custo da alimentação animal. Além disso, a inflação global afetou os preços da energia elétrica, vacinas, medicamentos, construção e mão de obra, impactando as taxas de juros.

O Brasil também se destacou com os menores preços recebidos por quilo vivo, com US$ 1,06 em Mato Grosso e US$ 1,10 em Santa Catarina, em comparação com a média dos Estados Unidos de US$ 1,58. O aumento dos custos foi geral, mas em muitos países, a variação dos preços recebidos pelos suinocultores foi menor, resultando em prejuízos na suinocultura, com exceção dos Estados Unidos.

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcelo Miele, ressaltou que o objetivo da divulgação desses dados é fornecer informações aos participantes da cadeia produtiva no Brasil sobre a competitividade em relação aos concorrentes. Além disso, a recomposição de preços do quilo de suíno vivo em vários países em 2023 indica uma perspectiva de expansão das oportunidades de exportação para o Brasil, que atualmente ocupa a quarta posição no mercado internacional de carne suína.

A eficiência produtiva, preços competitivos, remuneração mais baixa da mão de obra e custos mais baixos das instalações são os principais fatores que explicam os custos mais baixos da suinocultura brasileira em comparação com outros países. Além disso, o custo da alimentação animal, especialmente em Mato Grosso, contribuiu para o baixo custo de produção, graças à baixa conversão alimentar e preços mais baixos de ração.


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