Café dispara em Nova York com chuvas que atrasam colheita no Brasil
Condições climáticas elevam preocupações sobre qualidade dos grãos
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Os preços do café arábica registraram forte alta na Bolsa de Nova York, completando a quinta sessão consecutiva de valorização e atingindo os maiores níveis em aproximadamente um mês. O principal fator de sustentação continua sendo o excesso de chuvas nas regiões produtoras brasileiras em plena temporada de colheita. Além de dificultar a retirada dos grãos das lavouras, a umidade vem comprometendo os processos de secagem e beneficiamento do café. Segundo o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, compradores já manifestam preocupação com possíveis perdas de qualidade, especialmente em áreas produtoras do sul de Minas Gerais e do estado de São Paulo. A previsão de continuidade das chuvas na segunda quinzena de junho mantém o mercado atento ao desenvolvimento da safra brasileira. Também contribuem para a valorização a redução dos estoques certificados na Bolsa de Nova York e as incertezas provocadas pelo fenômeno El Niño sobre a produção de 2027. Os contratos para setembro encerraram o dia cotados a 272,80 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 5,2%.