Supersafra de soja amplia oferta global e aumenta pressão sobre os preços

Projeções recordes do Brasil e dos Estados Unidos reforçam cenário de grande disponibilidade da commodity no mercado internacional

Por Da Redação, com Canal Rural
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As novas projeções divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmam um cenário de ampla oferta mundial de soja e reforçam a pressão sobre as cotações internacionais da commodity. As estimativas indicam safras recordes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, levando os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago para os menores níveis dos últimos quatro meses, próximos de US$ 11 por bushel. No mercado brasileiro, a combinação da queda em Chicago com a postura mais cautelosa dos produtores reduziu o ritmo dos negócios. Mesmo com momentos de valorização do dólar durante a semana, a alta da moeda não foi suficiente para compensar a pressão exercida pelas cotações internacionais. O USDA manteve sua previsão para a safra norte-americana de 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas e estimou estoques finais de 8,44 milhões de toneladas. A produção mundial foi projetada em 441,34 milhões de toneladas, confirmando um cenário de elevada disponibilidade da oleaginosa. Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a estimativa de 180 milhões de toneladas para a safra 2025/26 e apontou potencial de produção de 186 milhões de toneladas no ciclo seguinte. Já a previsão para a Argentina foi elevada para 50 milhões de toneladas. A Conab também revisou para cima sua projeção para a produção brasileira, estimando uma colheita recorde de 180,25 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 5,1% sobre a temporada anterior. A expectativa é de exportações de 116,1 milhões de toneladas e processamento interno de 61,58 milhões de toneladas. Com a oferta em expansão, o mercado volta suas atenções para o comportamento da demanda global, especialmente da China, principal compradora da soja brasileira. O equilíbrio entre produção e consumo será determinante para definir o comportamento dos preços ao longo do segundo semestre.