Coluna: crédito, Inflação e Reeleição

Novo pacote de estímulos estatais, apontando as contradições econômicas e a conta futura de um crescimento artificial

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Na coluna Agro&Negócios desta segunda-feira (15), o economista Bruno Sbrogio analisa o retorno do Brasil a um velho conhecido ciclo econômico em anos eleitorais, marcado por expansão fiscal e facilitação de crédito. O especialista destaca que o governo atual acelerou um pacote de estímulos e subsídios que já ultrapassa a marca dos R$ 220 bilhões.
Embora reconheça o mérito de ações pontuais, como a necessária correção da tabela do Imposto de Renda, Sbrogio alerta para o perigo de se utilizar o endividamento e o gasto público para sustentar um crescimento artificial de curto prazo em um cenário fiscal que já se encontra severamente deteriorado.
O economista adverte que o crédito não representa geração de riqueza, mas sim a antecipação de renda futura. Ao injetar volumes massivos de financiamento para diversos setores em um ambiente de juros elevados e inflação resistente, a estratégia governamental corre o risco de agravar a inadimplência e empurrar o problema para os meses seguintes.
Além disso, Sbrogio aponta uma contradição central na política atual: ao expandir os gastos e pressionar a demanda, o próprio governo sabota os esforços de estabilização monetária, gerando um efeito colateral oposto ao desejado, que é a manutenção da taxa de juros em patamares altos por mais tempo.
Leia a coluna Agro&Negócios. Boa leitura!