Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos na Copa do Mundo, os laços entre os dois países também se destacam no comércio exterior. Dados compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que Mato Grosso liderou, com ampla vantagem, as exportações brasileiras de milho para o mercado marroquino em 2025.
Segundo o levantamento, o Brasil exportou 1,81 milhão de toneladas de milho para Marrocos no ano passado. Desse total, 1,37 milhão de toneladas tiveram origem em Mato Grosso, volume equivalente a 75% de todas as vendas brasileiras do cereal ao país africano.
As exportações mato-grossenses de milho para Marrocos movimentaram aproximadamente US$ 280 milhões entre janeiro e dezembro de 2025. O valor médio negociado foi de US$ 211 por tonelada.
A relação comercial entre Mato Grosso e Marrocos continuou em 2026. Até o início de maio, o estado havia embarcado 153 mil toneladas de milho para o mercado marroquino, gerando receita próxima de US$ 33 milhões.
De acordo com o Imea, o milho exportado por Mato Grosso atende diferentes segmentos da economia marroquina, sendo utilizado principalmente em cadeias ligadas à alimentação animal e à segurança alimentar.
Além do cereal, a carne bovina também integra a pauta comercial entre Mato Grosso e Marrocos. Em 2025, o estado exportou 668 toneladas da proteína ao país africano, movimentando cerca de US$ 3 milhões.
No mesmo período, o Brasil embarcou 6.658 toneladas de carne bovina para o mercado marroquino, com receita superior a US$ 23 milhões.
O comércio bilateral também envolve outros produtos de relevância para ambos os países. Em 2025, Marrocos importou 1,48 milhão de toneladas de açúcar brasileiro, em operações que somaram aproximadamente US$ 591,28 milhões.
Por outro lado, o país africano desempenha papel importante como fornecedor de fertilizantes para o agronegócio brasileiro. No ano passado, o Brasil importou 2,14 milhões de toneladas desses insumos provenientes de Marrocos, movimentando cerca de US$ 1,16 bilhão.
Entre os demais adversários do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, a Escócia não aparece individualmente nas estatísticas de comércio exterior brasileiras, uma vez que os dados são consolidados sob o Reino Unido. Já o Haiti possui participação reduzida na balança comercial do Brasil.
Os números reforçam a relevância das relações comerciais entre Brasil e Marrocos, especialmente em setores ligados ao agronegócio, que concentram parte significativa do fluxo de produtos entre os dois países.