Soja opera em baixa em Chicago após relatório do USDA e condições climáticas favoráveis nos EUA

Recuo das cotações internacionais e valorização do real reduziram o ritmo dos negócios no mercado brasileiro ao longo da semana

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Os contratos futuros da soja seguem em trajetória de queda na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (12), refletindo os dados divulgados pelo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o cenário climático favorável nas principais regiões produtoras norte-americanas. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os vencimentos registravam perdas entre 0,75 e 1,25 ponto. O contrato para julho era negociado a US$ 11,14 por bushel, enquanto o agosto valia US$ 11,19 por bushel. Apesar da continuidade do movimento baixista observado na sessão anterior, as oscilações desta manhã eram mais moderadas. No relatório divulgado nesta semana, o USDA manteve inalterada a estimativa da safra de soja dos Estados Unidos para a temporada 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas. A projeção dos estoques finais também foi preservada em 8,44 milhões de toneladas. A decisão foi interpretada pelo mercado como um sinal de cautela por parte do órgão, mas reforçou a expectativa de ampla oferta para o próximo ciclo. Além dos números oficiais, o avanço acelerado do plantio e as condições climáticas favoráveis continuam pressionando as cotações. Com mais de 87% da área semeada, as lavouras vêm sendo beneficiadas por chuvas regulares em importantes estados produtores, fortalecendo as perspectivas de produtividade. Ainda assim, especialistas destacam que o comportamento do clima no Corn Belt seguirá sendo acompanhado de perto nas próximas semanas. Do lado da demanda, a ausência de compras expressivas por parte da China continua limitando o suporte aos preços. O país asiático mantém um ritmo mais cauteloso de importações, concentrado em necessidades imediatas. Mesmo assim, agentes do mercado seguem atentos à possibilidade de novos anúncios de aquisição nas próximas semanas. No Brasil, o ambiente também foi de menor movimentação comercial. A combinação entre a queda das cotações em Chicago e a forte desvalorização do dólar frente ao real reduziu o interesse por negociações. Na sessão anterior, a moeda norte-americana recuou mais de 1%, influenciada pela repercussão da suspensão de ataques dos Estados Unidos ao Irã. A notícia trouxe mudanças significativas ao mercado financeiro global, afetando o comportamento de diversas classes de ativos. Com isso, voltou a ganhar força a expectativa de retomada das negociações entre os dois países, embora ainda persistam divergências relevantes entre as partes.