Exportações brasileiras de milho, soja e farelo ao Irã recuam pouco apesar da guerra

Logística enfrenta dificuldades, mas embarques continuam e mercado mantém expectativa positiva

Por Da Redação, com MoneyTimes
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Exportações brasileiras de milho, soja e farelo ao Irã recuam pouco apesar da guerra
Foto: Reprodução

As exportações brasileiras de soja, milho e farelo de soja para o Irã apresentaram apenas uma pequena redução nos primeiros meses de 2026, apesar das dificuldades logísticas provocadas pelo conflito envolvendo o país persa, os Estados Unidos e Israel.

Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e da agência marítima Cargonave apontam que os embarques dos três produtos entre janeiro e maio totalizaram 3,08 milhões de toneladas, volume cerca de 3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Mesmo após o início do conflito, aproximadamente 1,8 milhão de toneladas foram exportadas ao mercado iraniano. A queda nos embarques de milho foi parcialmente compensada pelo aumento das vendas de farelo de soja.

Segundo informações da agência Alphamar, a programação atual prevê dois navios para transporte de farelo de soja, um para soja e um para milho destinados ao Irã. Para especialistas do setor, apesar das tensões na região, o fluxo de embarcações continua ocorrendo normalmente, ainda que com custos mais elevados.

A Anec informou que mantém a projeção de exportação de 44 milhões de toneladas de milho pelo Brasil em 2026. A entidade destacou que os embarques do cereal costumam ganhar força no segundo semestre, acompanhando o avanço da colheita da segunda safra.

Analistas também avaliam que os importadores iranianos passaram a pagar prêmios maiores pelas cargas brasileiras em razão do aumento dos riscos logísticos e operacionais na região.


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