Sistema Faep pede revisão de corte de R$ 461,7 milhões no seguro rural
Entidade alerta para prejuízos aos produtores e defende manutenção dos recursos previstos para 2026
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O Sistema Faep pediu ao governo federal que reveja o bloqueio previsto no orçamento do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2026. Segundo dados do Painel do Orçamento Federal divulgados nesta terça-feira (9), o contingenciamento pode atingir R$ 461,7 milhões, o equivalente a 45,7% dos R$ 1,01 bilhão inicialmente reservados ao programa. Para a entidade, a manutenção do corte comprometerá a previsibilidade e a proteção financeira dos produtores rurais, especialmente diante das perdas provocadas por eventos climáticos registrados nos últimos anos. O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que a medida poderá provocar impactos severos sobre a atividade agropecuária.
“Esperamos que o governo federal não efetive esse novo corte. Do contrário, será um golpe duro no produtor rural, que já enfrenta inúmeras dificuldades nas últimas temporadas”, afirmou.Segundo ele, o Paraná seria um dos estados mais afetados pela redução dos recursos.
“Especificamente no Paraná, o impacto seria enorme para a produção rural, já que somos o estado que mais contrata o seguro rural no país”, declarou.Dados apresentados pela entidade mostram que o Paraná contratou 28,02 mil apólices em 2025, o equivalente a quase 43,7% dos 64,17 mil contratos firmados pelo programa em todo o Brasil. O Sistema Faep também destaca que o número de apólices caiu de 82 mil em 2021 para 26 mil em 2025, redução de 68,3% em quatro anos. No mesmo período, a área segurada no Paraná passou de mais de 3,8 milhões para 1,25 milhão de hectares. Meneguette afirmou que a queda das contratações aumenta os riscos enfrentados pelo setor.
“Essa redução drástica nas contratações coloca a atividade rural em risco no Paraná e no Brasil, em especial diante das recorrentes intempéries climáticas. Sem seguro, a produção de alimentos fica descoberta.”Ele acrescentou que o apoio governamental continua sendo fundamental para viabilizar a contratação do seguro.
“Sem a subvenção, a conta não fecha e o agricultor acaba assumindo sozinho os prejuízos. Esse cenário precisa ser revisto”, reforçou.