Mercado vê risco de menos cortes na Selic após alta do PIB no primeiro trimestre

Crescimento da economia e avanço do consumo das famílias aumentam preocupações com a inflação e influenciam expectativas para os próximos passos do Banco Central

Por Da Redação, com Notícias Agrícolas
2 Min

O crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2026 reforçou as dúvidas do mercado financeiro sobre a continuidade dos cortes da taxa básica de juros, a Selic. O resultado divulgado pelo IBGE mostrou aceleração em relação ao último trimestre de 2025, quando a economia havia avançado 0,3%.

Analistas destacam que o aumento de 1% no consumo das famílias foi um dos principais fatores para o desempenho da economia. O avanço foi impulsionado, entre outros fatores, pela ampliação da renda e pela isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com ganhos mensais de até R$ 5 mil. O consumo registrou a maior alta desde o terceiro trimestre de 2024.

Embora parte dos economistas espere desaceleração da atividade econômica nos próximos meses, o resultado do primeiro trimestre mantém a preocupação com a inflação. Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano e o mercado segue dividido entre uma redução de 0,25 ponto percentual ou a manutenção da taxa nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Indicadores recentes também alimentam o debate. O IPCA-15 de maio subiu 0,62%, acima das expectativas do mercado, enquanto a taxa de desemprego caiu para 5,8% nos três meses encerrados em abril. Após a divulgação dos dados, instituições financeiras revisaram projeções para a economia brasileira. O Goldman Sachs elevou sua estimativa de crescimento do PIB em 2026 de 1,9% para 2,2%, citando a força da renda das famílias e do mercado de trabalho.

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