Promotores pedem proibição do glifosato no Brasil e pressão cresce sobre Bayer

Ação judicial mira suspensão da produção, venda e uso do herbicida no país

Por Da Redação, com Notícias Agrícolas
2 Min

Procuradores brasileiros entraram com uma ação judicial para tentar proibir o uso do glifosato no Brasil, herbicida mais utilizado na agricultura nacional e um dos produtos mais importantes do mercado global de defensivos agrícolas.

A ação foi apresentada por uma divisão da Procuradoria-Geral voltada à proteção dos direitos dos trabalhadores. O pedido busca impedir novos registros de produtos com glifosato, além de suspender produção, importação, exportação, venda e uso da substância no país.

Os procuradores alegam riscos à saúde humana, à saúde ocupacional e ao meio ambiente de trabalho. O caso pode atingir diretamente empresas como a Bayer, que comercializa produtos à base do herbicida Roundup.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que reavaliou os riscos do glifosato em 2020 e decidiu manter o registro do produto, embora com restrições de uso.

O processo também cita estudos que relacionam resíduos de glifosato na água potável a possíveis riscos para a saúde humana. Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou o glifosato como “provavelmente cancerígeno para humanos”.

Nos Estados Unidos, o tema também provoca disputa judicial. A Bayer enfrenta milhares de ações relacionadas ao uso do herbicida e já acumula mais de US$ 11 bilhões em provisões e passivos ligados ao caso.

O glifosato ganhou escala mundial a partir da década de 1970, principalmente após o desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas resistentes ao herbicida, inicialmente pela antiga Monsanto, adquirida posteriormente pela Bayer.

 

Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://canalpecuarista.com.br/.