Soja brasileira segue competitiva apesar de acordo entre EUA e China

Novo entendimento comercial entre chineses e americanos movimentou o mercado internacional, elevou os preços na Bolsa de Chicago e reacendeu o debate sobre o espaço da soja brasileira nas exportações globais

Por Da Redação, com Canal Rural
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O mercado internacional da soja reagiu fortemente ao novo acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China envolvendo a compra de produtos agrícolas americanos. O anúncio provocou alta imediata nos contratos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago, com o bushel chegando a US$ 12,13 no início da semana. O movimento também aqueceu as negociações nas principais regiões produtoras do Brasil. Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, a China se comprometeu a comprar ao menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O compromisso foi firmado durante reuniões realizadas em Pequim entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O governo americano informou ainda que esses valores não incluem acordos anteriores relacionados especificamente à soja, firmados em 2025. Mesmo com o novo cenário, analistas avaliam que o Brasil continua em posição estratégica no mercado internacional da oleaginosa. O consultor Rafael Silveira, da Safras & Mercado, afirma que a demanda chinesa pela soja brasileira segue firme, principalmente por causa da competitividade dos preços e da grande oferta disponível no país neste momento. Segundo ele, os chineses tradicionalmente ampliam as compras de soja americana entre outubro e dezembro, período em que a safra dos Estados Unidos entra com mais força no mercado internacional. Ainda assim, o Brasil mantém vantagem no curto prazo, sustentado pelos bons volumes de embarques e pela forte janela de exportações. Ao longo da semana, o mercado passou a moderar os ganhos registrados inicialmente em Chicago. O contrato de julho acumulava valorização próxima de 1,9%, sendo negociado perto de US$ 11,99 por bushel. A pressão veio principalmente das boas condições das lavouras americanas e da elevada oferta global, reforçada pela grande safra sul-americana.