Terras raras entram no centro da estratégia do governo brasileiro

Lula afirma que Brasil quer explorar minerais críticos no próprio território

Por Da Redação, com Agência Brasil
2 Min

Terras raras entram no centro da estratégia do governo brasileiro
Foto: Carta Capital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (18), em Campinas (SP), que o Brasil não abrirá mão da soberania sobre minerais críticos e terras raras existentes no país. Segundo ele, empresas estrangeiras poderão participar da exploração desses recursos, desde que os projetos sejam desenvolvidos em território brasileiro e sob controle nacional.

''Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania”, declarou Lula durante cerimônia no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais.

O presidente participou da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do Projeto Sirius, considerado uma das estruturas científicas mais avançadas do mundo. O investimento nas novas linhas foi de R$ 800 milhões, com recursos do Novo PAC e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

As novas estruturas, chamadas Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê, devem ampliar pesquisas em áreas como saúde, nanotecnologia, energia, agricultura e minerais estratégicos. A linha Quati, por exemplo, será usada em estudos ligados a terras raras e minerais críticos, fundamentais para a indústria tecnológica e a transição energética.

Durante o evento, Lula também destacou a importância da ciência brasileira no mapeamento desses recursos minerais. Segundo ele, o país precisará utilizar tecnologia e inteligência científica para acelerar estudos sobre reservas estratégicas.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, afirmou que o Sirius colocou o Brasil em um grupo restrito de países capazes de operar fontes de luz síncrotron de quarta geração. Segundo ela, a estrutura reduz a dependência de laboratórios estrangeiros e amplia a capacidade nacional de desenvolver pesquisas em áreas estratégicas.

Além da inauguração das novas linhas, o governo lançou a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, voltado ao desenvolvimento de tecnologias para o Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa pretende fortalecer a produção nacional de biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.


Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://canalpecuarista.com.br/.