Setor busca padronizar nomes de cortes bovinos exportados para a China

Iniciativa pretende facilitar negociações comerciais e reduzir divergências entre compradores e exportadores

Por Da Redação, com Portal DBO
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O setor de carne bovina brasileiro iniciou um movimento para padronizar os nomes dos cortes exportados à China, principal destino da proteína nacional. O objetivo da iniciativa é reduzir divergências comerciais, melhorar a comunicação entre exportadores e compradores chineses e fortalecer ainda mais a presença brasileira naquele mercado. A China é atualmente o maior comprador da carne bovina do Brasil e responde por parcela significativa das exportações do setor agropecuário. No entanto, diferenças de nomenclatura entre os cortes brasileiros e as classificações utilizadas pelos importadores chineses vêm gerando dificuldades operacionais e comerciais em algumas negociações. A proposta de padronização busca estabelecer critérios técnicos mais claros sobre os cortes comercializados, criando maior uniformidade entre frigoríficos, tradings e clientes internacionais. A medida também pretende reduzir riscos de interpretações diferentes sobre especificações dos produtos enviados ao exterior. Representantes da cadeia produtiva avaliam que a padronização poderá trazer mais segurança jurídica e comercial para as exportações, além de aumentar a eficiência dos processos logísticos e alfandegários. Em um mercado tão competitivo quanto o chinês, qualquer ganho de organização e previsibilidade é visto como estratégico. Nos últimos anos, a China ampliou significativamente suas compras de carne bovina brasileira devido ao crescimento do consumo interno e às dificuldades enfrentadas pela produção local chinesa. O Brasil se consolidou como fornecedor importante graças à capacidade de produção em grande escala e aos preços competitivos. O mercado chinês, porém, também se caracteriza por exigências sanitárias rígidas e alto nível de detalhamento nas negociações comerciais. Por isso, o alinhamento técnico sobre cortes e especificações tornou-se prioridade para empresas exportadoras e entidades do setor.