Milho recua em Chicago com ausência de compras chinesas e pressão sobre mercado internacional

Falta de sinais de novas aquisições da China derruba contratos futuros do cereal nos Estados Unidos e aumenta cautela entre produtores e exportadores

Por Da Redação, com Notícias Agrícolas
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As cotações do milho na Bolsa de Chicago voltaram a registrar forte queda diante da ausência de indicativos de compras chinesas do cereal norte-americano. O mercado internacional acompanha com preocupação o enfraquecimento da demanda externa pelos grãos dos Estados Unidos em um momento de ampla oferta global e avanço da safra em importantes países produtores. Os contratos futuros do milho chegaram a cair até 3% durante as negociações, refletindo o pessimismo dos investidores e operadores diante do cenário internacional. A expectativa de que a China pudesse ampliar as compras de milho dos Estados Unidos vinha sustentando parte das apostas do mercado, mas a falta de novos anúncios esfriou o ambiente nas bolsas internacionais. Além da demanda chinesa mais lenta, o mercado também segue pressionado pelas boas condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas. O desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ocorre dentro da normalidade em grande parte do cinturão agrícola, o que reforça as expectativas de uma grande safra e amplia a pressão sobre os preços. Analistas apontam que o mercado internacional do milho atravessa um período de excesso de oferta, especialmente após o aumento da produção em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos. Esse cenário dificulta reações mais consistentes nos preços e mantém os compradores mais cautelosos nas negociações. No Brasil, o movimento de queda em Chicago também influencia diretamente os preços internos, principalmente nos portos. O milho brasileiro enfrenta maior concorrência internacional e ainda sofre impactos da desaceleração nas exportações em algumas regiões. Apesar disso, a demanda doméstica segue oferecendo sustentação parcial aos preços em determinados estados. Produtores brasileiros acompanham com atenção o comportamento do câmbio e das exportações. A valorização ou desvalorização do dólar frente ao real pode alterar a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional. Além disso, a proximidade da entrada mais intensa da segunda safra aumenta a preocupação com pressão adicional sobre as cotações internas.
Especialistas destacam que a volatilidade deve continuar elevada nas próximas semanas, principalmente em razão das incertezas envolvendo a economia chinesa, o ritmo das exportações norte-americanas e as condições climáticas nos Estados Unidos durante o desenvolvimento das lavouras de verão.