Abate de fêmeas recua em frigoríficos brasileiros
Queda foi de quase 15% em abril nas unidades com inspeção federal
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O abate de vacas e novilhas em frigoríficos com Serviço de Inspeção Federal (SIF) totalizou 975,76 mil cabeças em abril de 2026, segundo dados divulgados pela consultoria Agrifatto. O resultado representa o menor volume para meses de abril desde 2023. Na comparação com março de 2026, houve queda de 10,94%. Em relação a abril de 2025, o recuo foi de 13,94%. De acordo com a consultoria, este foi o quarto mês consecutivo de retração anual nos abates de fêmeas, movimento acompanhado pelo mercado pecuário diante da possibilidade de transição no ciclo da pecuária brasileira. Apesar da redução, o volume atual permanece acima da média histórica. Segundo a Agrifatto, a média dos últimos cinco anos para abril é de 823,12 mil cabeças, o que coloca o resultado de abril de 2026 em um patamar 18,54% superior à referência histórica. A consultoria destaca, no entanto, que o ritmo de crescimento dos abates perdeu intensidade. Em abril de 2025, a diferença em relação à média histórica havia sido de 37,74%. Com isso, a participação das fêmeas no total abatido em abril de 2026 recuou para 42,53%. O índice ficou 1,61 ponto percentual abaixo do registrado em março e 4,78 pontos percentuais inferior ao observado em abril do ano passado. Já o abate de machos somou 1,31 milhão de cabeças em abril de 2026. O volume representou queda de 4,9% frente ao mês anterior, mas avanço de 4,43% na comparação anual. Considerando machos e fêmeas, o abate total de bovinos em plantas frigoríficas com SIF atingiu 2,29 milhões de cabeças em abril de 2026. O resultado ficou 7,57% abaixo do registrado em março e 4,26% inferior ao volume de abril de 2025. Segundo a Agrifatto, o mês de maio historicamente registra aumento no descarte sazonal de fêmeas, fator que tende a elevar os volumes de abate em relação ao mês anterior. A consultoria afirma que esse movimento sazonal não altera a tendência observada no setor pecuário, após dois anos consecutivos de elevados níveis de abate impulsionados pelo descarte de fêmeas. Conforme a análise, o setor passa gradualmente para uma fase de retenção e reconstrução do rebanho bovino.