Consultoria aponta queda nos preços do boi gordo, da vaca e da novilha em São Paulo
Comportamento típico de maio, aliado ao avanço do outono e ao enfraquecimento da demanda interna, pressiona as cotações do mercado pecuário
Foto: reprodução
A tendência de desvalorização para o mês de maio é explicada por fatores climáticos. Segundo o analista Felipe Fabbri, a progressão do outono deteriora a qualidade dos pastos, o que força o pecuarista a escoar os lotes e amplia a disponibilidade de animais no mercado. Estatísticas da Scot Consultoria, apresentadas pelo zootecnista Felipe Fabbri, mostram que, desde o ano de 2003, o valor do boi gordo só teve valorização em maio nos anos de 2004 e 2006. “Em 2026, o histórico prevalece”, afirma Fabbri, ressaltando que o início deste mês já demonstra quedas nos preços de bois, vacas e novilhas, tanto no mercado paulista quanto em outras praças de relevância nacional. Entraves no consumo e logística
Além do fator sazonal das pastagens, o analista aponta que a baixa procura interna tem influenciado negativamente os índices. “O preço da carne bovina atingiu recordes ao longo da cadeia e encontrou dificuldades em seu escoamento no mercado interno”, explica. Existe uma expectativa de que o Dia das Mães traga um fôlego momentâneo ao consumo familiar, podendo suavizar a desvalorização nestes primeiros quinze dias do mês. No entanto, o cenário é desafiador. “Mas há de se considerar que a competição entre a carne bovina e outras carnes está mais favorável às concorrentes”, destaca o especialista. Cenário Externo e Projeções
Outro ponto de atenção é o limite da "cota-China". Com o preenchimento desse volume se aproximando, a tendência é de que as exportações percam ritmo. “Por ora, o ritmo vai bem e o mercado externo está demandante”, diz Fabbri, completando que: “Com perspectiva de aumento da oferta de boiadas gorda e desaceleração da demanda chinesa, caberá ao mercado doméstico a missão de sustentar, por um período, a demanda e os preços atuais da arroba”. Para o restante da primeira metade do ano, as projeções para o consumo interno não são otimistas. “No curto prazo, esperamos preços mais frouxos”, antecipa. Conforme levantamento da Scot para esta sexta-feira (8/5), em São Paulo, o animal destinado ao mercado interno foi negociado a R$ 355 a arroba, enquanto o padrão exportação ("boi-China") ficou em R$ 360 a arroba. Mercado Futuro em Baixa
O comportamento dos contratos futuros na B3 também reflete esse pessimismo. Após uma breve e isolada tentativa de recuperação entre março e abril, os preços voltaram a cair, como sinaliza Raphael Galo, colunista do informativo "Boi & Companhia". As projeções indicam recuos de R$ 10,60 por arroba para maio e quedas ainda mais acentuadas, na casa de R$ 16,50 por arroba, para os meses de junho e julho de 2026. Diante da volatilidade, Galo sugere cautela e o uso de ferramentas de proteção financeira. “Precisamos estar sempre atentos aos movimentos, fazendo a lição de casa porteira adentro e agir quando necessário”, conclui.
Além do fator sazonal das pastagens, o analista aponta que a baixa procura interna tem influenciado negativamente os índices. “O preço da carne bovina atingiu recordes ao longo da cadeia e encontrou dificuldades em seu escoamento no mercado interno”, explica. Existe uma expectativa de que o Dia das Mães traga um fôlego momentâneo ao consumo familiar, podendo suavizar a desvalorização nestes primeiros quinze dias do mês. No entanto, o cenário é desafiador. “Mas há de se considerar que a competição entre a carne bovina e outras carnes está mais favorável às concorrentes”, destaca o especialista. Cenário Externo e Projeções
Outro ponto de atenção é o limite da "cota-China". Com o preenchimento desse volume se aproximando, a tendência é de que as exportações percam ritmo. “Por ora, o ritmo vai bem e o mercado externo está demandante”, diz Fabbri, completando que: “Com perspectiva de aumento da oferta de boiadas gorda e desaceleração da demanda chinesa, caberá ao mercado doméstico a missão de sustentar, por um período, a demanda e os preços atuais da arroba”. Para o restante da primeira metade do ano, as projeções para o consumo interno não são otimistas. “No curto prazo, esperamos preços mais frouxos”, antecipa. Conforme levantamento da Scot para esta sexta-feira (8/5), em São Paulo, o animal destinado ao mercado interno foi negociado a R$ 355 a arroba, enquanto o padrão exportação ("boi-China") ficou em R$ 360 a arroba. Mercado Futuro em Baixa
O comportamento dos contratos futuros na B3 também reflete esse pessimismo. Após uma breve e isolada tentativa de recuperação entre março e abril, os preços voltaram a cair, como sinaliza Raphael Galo, colunista do informativo "Boi & Companhia". As projeções indicam recuos de R$ 10,60 por arroba para maio e quedas ainda mais acentuadas, na casa de R$ 16,50 por arroba, para os meses de junho e julho de 2026. Diante da volatilidade, Galo sugere cautela e o uso de ferramentas de proteção financeira. “Precisamos estar sempre atentos aos movimentos, fazendo a lição de casa porteira adentro e agir quando necessário”, conclui.