Preços do boi gordo: Mato Grosso mantém arroba acima da paulista

Enquanto isso, em Minas Gerais e Goiás, a piora das pastagens aumenta a pressão sobre os pecuaristas, que acabam negociando em patamares mais baixos.

Por Da Redação, com Canal Rural
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Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar nesta quinta-feira (7) tentativas de compra em valores menores por parte da indústria frigorífica. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento ocorre com maior intensidade em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, onde as escalas de abate das indústrias estão mais confortáveis. “O desgaste das pastagens em Minas Gerais e em Goiás resulta na menor capacidade de retenção entre os pecuaristas, o que traz um ambiente de maior disponibilidade de gado para abate”, contextualiza. Segundo Iglesias, em Mato Grosso a situação é diferente. As condições mais favoráveis das pastagens permitem que os produtores negociem com mais calma, sustentando melhor os preços da arroba e mantendo as cotações acima das registradas em São Paulo. “A progressão da cota chinesa é outro elemento importante a ser considerado no curtíssimo prazo, com o consenso que o limite de 1,1 milhão de toneladas tende a se esgotar em meados de junho”, assinalou. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 352 — ontem: R$ 352,83 Goiás: R$ 334,11 — ontem: R$ 338,79 Minas Gerais: R$ 339,41 — ontem: R$ 339,06 Mato Grosso do Sul: R$ 349,09 — ontem: R$ 348,52 Mato Grosso: R$ 355,88 — ontem: R$ 355,00 Mercado atacadista Os preços da carne bovina voltaram a apresentar queda no atacado. Apesar da demanda ainda aquecida, a avaliação é de que os valores elevados vinham limitando o consumo no mercado interno. “Desta forma, o que se evidenciou foi o recuo das indicações dos cortes com osso e dos cortes desossados. Ao mesmo tempo, a competitividade em relação às proteínas concorrentes ainda é problemática, em especial se comparado à carne de frango, que conta com preços mais atrativos”, destaca Iglesias. Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo, queda de R$ 0,50; Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo, redução de R$ 1,50; Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo, diminuição de R$ 1,00. Câmbio O dólar comercial fechou o dia com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,9222 para venda e R$ 4,9202 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.