Dólar sobe para R$ 4,92 e bolsa de valores tem alta pelo segundo dia
Cotação da moeda americana subiu enquanto mercado de ações seguiu em ritmo positivo
PorDa Redação, com Agência Brasil•
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O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (6) em leve alta frente ao real, em um pregão marcado pela atuação do Banco Central (BC) no mercado de câmbio e pela queda acentuada do petróleo no cenário internacional. A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 4,921, com avanço de 0,17%, equivalente a R$ 0,009.
Durante a sessão, a cotação chegou a atingir R$ 4,93 por volta das 11h30, mas perdeu força ao longo da tarde diante da melhora do apetite global por ativos de risco. Apesar da valorização no dia, o dólar acumula queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no acumulado de 2026.
Segundo analistas, um dos fatores que sustentaram a alta da moeda foi a intervenção do Banco Central, que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A medida reduz o estoque de swaps cambiais tradicionais, utilizados para venda de moeda no mercado futuro.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi a forte queda do petróleo no mercado internacional. Nos últimos dias, a valorização da commodity vinha favorecendo o real devido à relevância das exportações do setor para a balança comercial brasileira.
No mercado acionário, o Ibovespa registrou a segunda alta consecutiva e encerrou o dia acima dos 187 mil pontos. O principal índice da B3 fechou com valorização de 0,50%, aos 187.690 pontos, após oscilar entre mínima de 186.762 e máxima de 188.674 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 29,2 bilhões.
As ações de mineradoras e empresas ligadas ao consumo impulsionaram o desempenho da bolsa brasileira. Em contrapartida, papéis do setor de petróleo recuaram acompanhando a desvalorização internacional da commodity.
As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77%, enquanto os papéis preferenciais recuaram 2,86%. Os ativos da estatal seguem entre os mais negociados do Ibovespa.
No exterior, os mercados norte-americanos encerraram o pregão em alta, com ganhos superiores a 1% nas bolsas de Nova York. Os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram recordes históricos, sustentados pelo ambiente favorável aos ativos de risco.