Irã faz alerta aos EUA sobre o Estreito de Ormuz após declarações de Trump
Teerã ameaça ataques a forças estrangeiras e exige coordenação militar para tráfego no estreito, enquanto Washington planeja operação de resgate com 15 mil militares.
PorDa Redação, com Notícias Agrícolas•
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Foto: Isac Nóbrega/PR
Teerã enviou um aviso às forças dos EUA nesta segunda-feira para que não ingressem no Estreito de Ormuz. O alerta ocorre após Donald Trump prometer que os Estados Unidos iriam "escoltar" navios retidos no Golfo devido às hostilidades entre Washington/Israel e o Irã. Trump não detalhou como ajudaria as tripulações, que sofrem com a falta de suprimentos há dois meses.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou: "Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que eles possam continuar livremente e habilmente com seus negócios".
O comando militar iraniano reagiu pedindo que embarcações comerciais não se movam sem autorização prévia de Teerã. Ali Abdollahi, líder do comando unificado, declarou: "Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as forças armadas".
Ele completou com um aviso direto: "Alertamos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz."
O bloqueio iraniano afeta 20% do fluxo global de petróleo e gás, elevando os preços da commodity em 50%. Em contrapartida, o Comando Central dos EUA planeja uma operação de resgate envolvendo 15 mil militares e centenas de aeronaves e drones. Contudo, executivos do setor naval acreditam que apenas um acordo de paz, e não comboios militares, trará segurança real ao tráfego marítimo.