“Como a ingestão de matéria seca nem sempre acompanha essa demanda, ocorre o balanço energético negativo. Estratégias nutricionais específicas ajudam a mitigar essas deficiências, preservar o equilíbrio metabólico e garantir melhor desempenho produtivo ao longo de todo o ano, além de manter a saúde dos animais”, explica.
“Logo após o parto, o rebanho corre o risco maior de distúrbios que podem ser contornados por meio da nutrição adequada. Um deles é a hipocalcemia, conhecida como “febre do leite”, deficiência causada pela dificuldade do organismo de absorver o cálcio da dieta e repô-lo com eficiência no início da lactação, quando a vaca passa a produzir uma grande quantidade de leite”, descreve.
“Essas ações contribuem diretamente para a sustentabilidade da atividade ao aumentar a eficiência produtiva, evitando perdas causadas por problemas na saúde do rebanho e consequente desempenho reduzido na produção de leite, isso sem a necessidade de ampliar o consumo de ração, apenas por meio de suplementação na alimentação. Ao melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir a incidência de doenças metabólicas, há menor desperdício de recursos, maior longevidade produtiva dos animais e melhor desempenho reprodutivo. Isso resulta em maior rentabilidade e menor”, resume o veterinário.