Pecuária leiteira: apoio nutricional à saúde metabólica no período de transição contribui para maior eficiência produtiva

Adoção de aditivos funcionais na dieta de vacas, nessa fase, mantêm produtividade e rentabilidade ao otimizar o metabolismo e os nutrientes

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Pecuária leiteira: apoio nutricional à saúde metabólica no período de transição contribui para maior
Foto: Reprodução

Em um contexto de margens cada vez mais pressionadas na cadeia do leite, impulsionadas pela volatilidade dos preços e aumento dos custos de produção, soluções nutricionais que apoiam a saúde das vacas leiteiras no período de transição tornam-se determinante para a eficiência produtiva. Nesse cenário, a adoção de estratégias nutricionais é fundamental, especialmente no período de transição, que é uma fase crítica da produção leiteira.

De acordo com o médico-veterinário e gerente de produtos da ADM, Palmer Sampaio, nesse momento, as vacas passam por intensas adaptações metabólicas, com aumento da demanda por energia e glicose para sustentar a lactação.

“Como a ingestão de matéria seca nem sempre acompanha essa demanda, ocorre o balanço energético negativo. Estratégias nutricionais específicas ajudam a mitigar essas deficiências, preservar o equilíbrio metabólico e garantir melhor desempenho produtivo ao longo de todo o ano, além de manter a saúde dos animais”, explica.

Em detalhes, Sampaio relata que o início da lactação representa o pico do desafio metabólico, já que a combinação entre baixa ingestão de matéria seca e alta exigência energética leva à intensa mobilização de reservas corporais, especialmente do tecido adiposo, elevando a concentração de ácidos graxos não esterificados (NEFA) e corpos cetônicos. Esse cenário está diretamente associado ao aumento da incidência de distúrbios metabólicos e à queda no desempenho produtivo.

“Logo após o parto, o rebanho corre o risco maior de distúrbios que podem ser contornados por meio da nutrição adequada. Um deles é a hipocalcemia, conhecida como “febre do leite”, deficiência causada pela dificuldade do organismo de absorver o cálcio da dieta e repô-lo com eficiência no início da lactação, quando a vaca passa a produzir uma grande quantidade de leite”, descreve.

“Já a cetose é reflexo da tentativa do organismo de compensar o déficit energético mobilizando gordura corporal em excesso, gerando corpos cetônicos no sangue, com consequências como a diminuição da produção do leite”, acrescenta.

A importância dos aditivos, desafios e estratégias

Atualmente, conforme afirma Palmer, há aditivos nutricionais incorporados à dieta de vacas leiteiras que atuam diretamente na modulação do metabolismo energético, especialmente no período de transição. Diferentemente de estratégias focadas no aumento da ingestão de matéria seca ou na redução da mobilização de reservas corporais, esses aditivos promovem maior eficiência no aproveitamento dos nutrientes já disponíveis no organismo.

“Essas ações contribuem diretamente para a sustentabilidade da atividade ao aumentar a eficiência produtiva, evitando perdas causadas por problemas na saúde do rebanho e consequente desempenho reduzido na produção de leite, isso sem a necessidade de ampliar o consumo de ração, apenas por meio de suplementação na alimentação. Ao melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir a incidência de doenças metabólicas, há menor desperdício de recursos, maior longevidade produtiva dos animais e melhor desempenho reprodutivo. Isso resulta em maior rentabilidade e menor”, resume o veterinário.

Para Palmer, a gestão e a tecnologia, especialmente por meio do uso de soluções nutricionais avançadas e aditivos funcionais, além do monitoramento da saúde do rebanho, têm papel importante na evolução da pecuária leiteira. Esses recursos permitem uma tomada de decisão mais assertiva e adequada a cada momento do ciclo produtivo, além de uma nutrição mais precisa e eficiente, atuando diretamente no metabolismo dos animais.

“Tecnologias como aditivos encapsulados ajudam a otimizar o uso de nutrientes, aumentar a produção de leite, melhorar a eficiência alimentar e reduzir riscos metabólicos. Com isso, promovem maior produtividade, melhor retorno econômico e maior competitividade no setor. Uma gestão que contribui para a rentabilidade é o resultado da união do conhecimento técnico, do planejamento antecipado de práticas de nutrição de precisão e do acompanhamento do desempenho das vacas leiteiras, permitindo que o produtor haja de forma rápida e consistente. A precisão nutricional nesse momento crítico é um dos principais determinantes de eficiência e competitividade nos sistemas leiteiros modernos”, conclui Palmer.


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