Nesta segunda-feira (13), os militares do Irã declararam que podem atacar portos nos Golfos Pérsico e de Omã caso os Estados Unidos concretizem a interdição naval anunciada por Donald Trump.
A operação de bloqueio da Marinha norte-americana tem início agendado para as 11h de hoje, pelo horário de Brasília. O governo do Irã, que já impede a livre circulação no Estreito de Ormuz há mais de 30 dias, rotulou a iniciativa de Washington como "ilegal e um exemplo de pirataria".
“A segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é ou para todos ou para ninguém. Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nessas águas for ameaçada, nenhum porto na região estará seguro. (...) A imposição de restrições pelos 'EUA criminosos' ao tráfego marítimo em águas internacionais é uma ação ilegal e um exemplo de pirataria”, manifestou o Exército do Irã em nota transmitida pela rede estatal Irib.
O Comando Central dos EUA informou, via comunicado, que todas as embarcações com origem ou destino em terminais iranianos serão impedidas de navegar, o mesmo valendo para navios que efetuarem pagamentos de taxas ao Irã, prática que o presidente Donald Trump denominou como "ilegal".
Ainda de acordo com as autoridades dos EUA, as forças armadas permitirão a travessia pelo Estreito de Ormuz apenas de navios sem vínculos com o Irã e que não possuam portos iranianos em sua rota.
A medida de contenção naval dos Estados Unidos em Ormuz sinaliza um agravamento crítico nas tensões entre norte-americanos, israelenses e iranianos, pondo em risco a manutenção do cessar-fogo. O cerco amplia o perigo de confrontos diretos e, por consequência, o retorno das operações de combate.