Diesel S-10 sobe 14% nos postos brasileiros em março devido a conflitos no Oriente Médio
Aumento é impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional e reajustes domésticos
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O preço médio do diesel S-10 nos postos de combustíveis do país registrou uma alta de 13,6% em março, até a última sexta-feira, na comparação com o mês anterior, atingindo R$ 7,10 por litro. O avanço ocorre em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, conforme apontam dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) divulgados na segunda-feira (30).
O diesel comum, por sua vez, teve uma valorização de 12,34% no mesmo período, segundo a pesquisa realizada com base nos abastecimentos feitos nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log até o dia 27 de março.
Esse movimento é registrado em um período marcado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio, que pressionou as cotações do petróleo e seus derivados no mercado internacional, além de ajustes recentes no Brasil, como o reajuste anunciado pela Petrobras em meados de março, informou a Edenred Ticket Log em nota.
O preço do petróleo Brent, referência internacional, saltou de aproximadamente US$ 70 o barril no final de fevereiro para mais de US$ 110 nesta segunda-feira.
A Petrobras, principal fornecedora de diesel no Brasil, elevou em 11,6% o valor médio do combustível vendido às distribuidoras, mas mantém os preços amplamente defasados em relação ao mercado internacional. A alta aplicada pela petroleira ocorreu após o governo anunciar cortes de impostos federais e um programa de subvenção ao diesel.
O Brasil atende cerca de 25% do consumo nacional de diesel combustível mais comercializado no país por meio de importações, e conta também com refinarias privadas que dependem da importação de petróleo para operar.
"O avanço observado ao longo de março levou o diesel a um novo patamar de preços, com impacto direto na dinâmica de custos do transporte", afirmou o diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, em nota.
"A acomodação no fim do mês indica uma desaceleração desse movimento, após uma sequência de altas mais intensas. Ainda assim, não há sinais claros de queda estrutural, e o cenário segue sensível a fatores externos e domésticos, o que mantém o combustível sujeito a oscilações nas próximas semanas."