Rio Preto avança em projeto de Centro de Excelência voltado ao pequeno produtor

Estrutura deve fortalecer a agricultura familiar em São José do Rio Preto, com foco em tecnologia, capacitação e acesso ao mercado para pequenos produtores

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São José do Rio Preto deu mais um passo nas articulações para a implantação de um Centro de Excelência voltado à agroindústria regional. Em reunião realizada nesta quarta-feira (25), na Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, representantes do setor público e de entidades ligadas ao agro discutiram o andamento do projeto e os próximos encaminhamentos.

Participaram do encontro a secretária municipal de Agricultura, Carina Ayres; o chefe de Divisão da CATI na região, Fernando Miqueletti; o chefe regional da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, Acácio Romoaldo Rodrigues; o superintendente do SENAR-SP, Mario Antônio de Moraes Biral; e a coordenadora regional do SENAR, Regilene André de Oliveira Souza.

O projeto prevê a criação de uma estrutura voltada principalmente à agricultura familiar e aos pequenos produtores. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o município e o sistema FAESP/SENAR, que deve investir cerca de R$ 50 milhões na construção da sede. A prefeitura ficará responsável pela cessão da área, ainda em definição.

A proposta do Centro é atuar em diferentes etapas da produção agroindustrial, com foco não apenas no campo, mas também na agregação de valor. Entre as frentes previstas estão assistência técnica, uso de tecnologias para ganho de produtividade e capacitação de mão de obra.

Segundo Fernando Miqueletti, a ideia é ampliar o suporte ao produtor, principalmente no acesso ao mercado. “Queremos ajudar o pequeno produtor não só a produzir, mas também na pós-produção, na hora de comercializar, melhorar preço e agregar valor ao produto”, afirmou.

Neste primeiro momento, o projeto deve priorizar cadeias produtivas já consolidadas ou em expansão na região, como bovinocultura de corte e leite, equinocultura — com previsão de centro de treinamento para tratadores —, avicultura de corte, além de cacau e heveicultura.

Para Acácio Rodrigues, a escolha desses setores acompanha o crescimento recente da produção regional. “A região tem uma diversidade grande na agricultura e na pecuária. A ideia é contemplar o máximo possível, mas neste início faz sentido priorizar cadeias que já vêm ganhando força”, disse.

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