Crise no mar pode faltar adubo e aumentar custos para o agricultor

Bloqueio de caminho importante no Oriente Médio ameaça plantações no Brasil

Por -Da Redação, com Notícias Agrícolas
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O fechamento de uma passagem de navios chamada Estreito de Hormuz pode prejudicar a vinda de fertilizantes para o Brasil. Um estudo feito pela empresa ONE Wealth Management mostra que o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos pode fazer os custos das plantações brasileiras subirem entre 7% e 10% na safra de 2026 e 2027. No ano de 2025, o Brasil comprou 45,5 milhões de toneladas desses produtos de outros países.

O Brasil é o país que mais compra fertilizantes no mundo inteiro. Quase tudo o que é usado nas lavouras, entre 85% e 88%, vem de fora. O Estreito de Hormuz é um lugar por onde passa quase 30% de todo o adubo nitrogenado do planeta. Com o bloqueio que começou em março de 2026, os navios precisam dar uma volta muito maior pela África, o que demora três semanas a mais e deixa o frete e o seguro muito mais caros.

A empresa Qatar Energy parou de trabalhar em um grande polo de produção, o que piorou a falta de mercadoria. O Brasil sofre com dois problemas ao mesmo tempo: o preço alto dos insumos como adubo e óleo diesel, e a dificuldade de vender frango, já que o principal mercado comprador está parado pela guerra.

O risco é maior para quem planta soja e milho entre setembro e dezembro. O adubo custa mais de um terço de tudo o que o agricultor gasta para produzir milho e trigo. Se os preços subirem muito, o custo total da safra vai ficar bem mais alto do que se esperava. A cana-de-açúcar é a que corre risco mais rápido agora.

O Brasil depende muito de países que estão em guerra ou em crise. A Rússia vende 45% do potássio que o país usa e não tem outro lugar para comprar tanto de uma vez. A China vende quase todo o sulfato de amônio usado aqui. Outros países como Omã, Catar e Arábia Saudita também são vendedores importantes de ureia para o mercado brasileiro.